Artistas de diversos segmentos se despediram de Milson no Cemitério de Santo Antônio, em Vitória. O enterro reuniu artistas, políticos, amigos e familiares e se despediram cantando música do samba.
Para Helder Trefzger, maestro da orquestra sinfônica do Espírito Santo, a perda de Milson deixa um vazio irreparável na cena cultural capixaba.
[quote]”Milson era um grande pensador. sua morte significa lacuna que não tem como ser preenchida. Milson nos fez pensar seja como escritor, jornalista, caricaturista, dramaturgo. Ele ajudou a fazer o retrato da nossa época e vai fazer muita falta”, lamentou.[/quote]
O sentimento de vazio também foi observado por João Gualberto Vasconcellos, secretário de Estado da Cultura.
[quote]”Ele foi um artista importante para uma ruptura cultural que o Espírito Santo precisava fazer nos anos 70. Ele modernizou nosso teatro, era um multimídia antes de essa palavra se tornar famosa. Milson fez tv para crianças, despertou telantos em toda uma geração. Ele falava com todas as faixas etárias. Perdemos a expressão de uma geração inteira”, afirmou o secretário.[/quote]
Para Paulo Pelissari, diretor geral da Faculdade de Música do Espírito Santo (Fames), Milson Henriques também deixa um legado na música e na política.
“Ele atuou em várias frentes, até na música. Ele deixa um grande legado e sua resistência no período da ditadura nos mostra como a arte pode sim interferir na política”, opinou.
Milson Henriques foi sepultado sob uma fina garoa, pouco antes das 17 horas desse sábado. Em meio ao chuvisco, seus amigos se despediram cantando sambas e canções emblemáticas da MPB como Trem da Onze, Canção da América e o Bêbado e o Equilibrista.
