Vitória é a primeira capital no Índice de Bem-Estar Urbano (Ibeu). O ranking é um levantamento inédito feito pelo Observatório das Metrópoles, coordenado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
O Ibeu mediu o bem-estar em todos os 5.565 municípios do país. Entre as capitais, Vitória lidera com índice de 0,9, em que quanto mais próximo de 1,0, melhor é a condição de bem-estar urbano. A capital com pior índice é Macapá, no Amapá, com 0,6413.
Foram avaliados cinco indicadores de qualidade no Ibeu Municipal: a mobilidade urbana, como o tempo de deslocamento de casa para o trabalho; as condições ambientais, como arborização, esgoto a céu aberto, lixo acumulado; as condições habitacionais, como número de pessoas por domicílio e de dormitórios; serviços coletivos urbanos, como atendimento adequado de água, esgoto, energia e coleta de lixa; e infraestrutura.
De acordo com a pesquisa, a pior situação de bem-estar, no país, é a infraestrutura, em que 91,5% dos municípios estão em níveis ruins e muito ruins. Na categoria foram considerados sete indicadores: iluminação pública, pavimentação, calçada, meio-fio/guia, bueiro ou boca de lobo, rampa para cadeirantes e logradouros. Apenas o município de Balneário Camboriú, em Santa Catarina, apresenta condição muito boa no quesito.
O professor da UFRJ e pesquisador do Observatório, Marcelo Ribeiro, destaca que o Ibeu revela uma desigualdade regional. “Os municípios que apresentaram as melhores condições estão nas regiões Sudeste e Sul, um pouco no Centro-Oeste. Os piores índices, em geral, estão no Norte e Nordeste, e também no Centro-Oeste, uma zona de transição”, disse.
A cidade na primeira colocação no ranking geral é Buritizal, em São Paulo, com índice 0,951. A pior posição, 5.565ª, ficou com Presidente Sarney, no Maranhão, com índice de 0,444. As cinco primeiras colocadas são cidades paulistas.
Confira o ranking de capitais:
- Vitória (ES) – 0,9000
- Goiânia (GO) – 0,8742
- Curitiba (PR) – 0,8740
- Belo Horizonte (MG) – 0,8619
- Porto Alegre (RS) – 0,8499
- Campo Grande (MS) – 0,8275
- Aracaju (SE) – 0,8214
- Rio de Janeiro (RJ) – 0,8194
- Florianópolis (SC) – 0,8161
- Brasília (DF) – 0,8131
- Palmas (TO) – 0,8129
- São Paulo (SP) – 0,8119
- João Pessoa (PB) – 0,7992
- Fortaleza (CE) – 0,7819
- Recife (PE) – 0,7758
- Salvador (BA) – 0,7719
- Cuiabá (MT) – 0,7704
- Natal (RN) – 0,7383
- Boa Vista (RR) – 0,7249
- Teresina (PI) – 0,7218
- Maceió (AL) – 0,7036
- São Luís (MA) – 0,7003
- Rio Branco (AC) – 0,6972
- Manaus (AM) – 0,6903
- Belém (PA) – 0,6593
- Porto Velho (RO) – 0,6542
- Macapá (AP) – 0,6413