
O ex-ministro Antonio Palocci, preso nesta segunda-feira, 26, pela operação Lava Jato, já está na sede da Polícia Federal em São Paulo. O ex-ministro foi preso em seu apartamento na Alameda Itu, no bairro Jardins, na capital paulista, e será levado para a Polícia Federal em Curitiba no início da tarde. A 35ª fase da operação cumpriu ainda mandados de busca e apreensão na casa de Palocci e em seu escritório em Ribeirão Preto.
José Roberto Batochio, advogado de Palocci, afirmou que a prisão do ex-ministro é arbitrária e “parece um espetáculo”. Disse ainda que não sabe quais são as acusações contra ele. “O show tem que continuar. O circo tem que continuar”, disse.
“O fato de ele anunciar em um encontro do PSDB que haverá novas diligências não é estranho. Aécio [Neves] denunciado, Anastasia denunciado, Serra. Por que será [que anunciou no evento]?”, questionou o advogado sobre a declaração de Alexandre de Moraes, ministro da Justiça, na noite de domingo, 25.
Para Batochio, “as liberdades constitucionais foram sequestradas em Curitiba”. “Ninguém faz nada. Um silêncio absoluto”, disse.
“Não sabemos a acusação, pois ela é até o presente momento absolutamente secreta ao melhor estilo da ditadura militar. Você não sabe de nada, não sabe o que está sendo investigado, um belo dia batem à sua porta e o levam. De modo que nós estamos voltando ao velho tempo do autoritarismo, da arbitrariedade. Qual a necessidade de se prender uma pessoa que tem domicílio certo, que é médico, que foi duas vezes ministro, que pode dar todas as informações quando for intimado. É por causa do espetáculo?”, questionou ainda.
A nova fase também cumpriu mandados de prisão temporária contra Juscelino Antônio Dourado, ex-secretário da Casa Civil, e Branislav Kontic, ex-assessor de Palocci na campanha de 2006.