
A Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan) aparece em uma lista que relaciona obras públicas a propinas que teriam sido pagas pela construtora Odebrecht.
O relatório foi assinado pelo delegado da Polícia Federal Filipe Hille Pace, que enviou o documento ao juiz Sérgio Moro antes da 35ª fase da operação Lava a Jato.
De acordo com o relatório, a Odebrecht foi contratada pela Cesan para diversas obras de esgotamento sanitário no Estado.
Em 2008, Cesan e a construtora firmaram um contrato de R$ 204,4 milhões. Segundo consta nas informações do relatório de Pace, os contratos teriam motivado pagamento de vantagens indevidas.
“É indubitável que os nomes que colaciono abaixo motivaram pagamento de vantagens indevidas”, apresentou.
No total, 38 empresas, consórcios ou obras públicas estão relacionadas ao pagamento de propinas da Odebrech, entre elas a reforma do Maracanã, no Rio de Janeiro, e a construção de um aeroporto em Luanda, em Angola.
O Grupo Odebrecht informou que não vai se manifestar sobre as acusações.
CESAN DESCONHECE INVESTIGAÇÃO
Procurada, a Cesan declarou que todos os contratos da empresa são licitados legalmente e que desconhece o teor das investigações.
“A Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan) declara que todos os seus contratos são licitados conforme as normas jurídicas vigentes e obedecem ao devido processo legal. A companhia acrescenta que desconhece o teor das investigações”, informou a Cesan, por meio da assessoria de imprensa.
A reportagem completa você confere na edição desta quarta-feira (28) de A Tribuna.
Reportagem: Giordany Bossato