
A história de resgate de uma cadelinha na Ufes ganhou destaque nas redes sociais. Depois de ter contado até com o apoio do Corpo de Bombeiros, a história teve um final feliz e a transformação da cadela – agora com o nome de Mel- chama a atenção.
Tudo começou na semana passada, quando uma pessoa publicou em grupos de proteção animal no Facebook que uma cadelinha estava se escondendo em um buraco com entulhos na Ufes e estava com muito medo e debilitada.
Tudo indica que a cachorra tenha sido abandonada na Ufes, um local em que estudantes, protetores e até guardas do local afirmam que os abandonos são frequentes. Algumas pessoas tentaram resgatá-la, mas sem sucesso.
[quote]“Depois de alguns dias naquela situação, eu e alguns amigos fomos até o local, chamamos o Corpo de Bombeiros caso fosse preciso quebrar alguma coisa para pegá-la. Depois de algum tempo e muito sacrifício, nós conseguimos, e o estado dela era de dar pena de tanto que ela tremia. Alguém certamente fez maldade com ela”, disse a protetora de animais Rivanete Seibel.[/quote]
Com ajuda de amigos e veterinários, Mel passou por exames de sangue e tosa. Veterinários acreditam que a cadela, que foi chamada de Mel, deve ser uma mistura das raças Poodle com Lhasa apso.
Vídeo após o resgate
https://youtu.be/RFjOcE2E5Y8
Adoção

Nesta quinta-feira (17), a Mel finalmente ganhou uma casa. Ela foi adotada pelo casal Bruno e Adriele Bergi .
“A gente queria comprar um cachorro ou um gato. Mas aí fomos em uma feira de adoção, vimos a quantidade de animais esperando por um lar e aí a gente decidiu adotar. Aí conhecemos a história da Mel e resolvemos adotá-la. Ela deve ter sofrido muito, dá para ver por umas reações dela. Mas agora ela está bem, nos acostumamos e estamos muito feliz”, disse Bruno.
A cadela fará companhia para o gatinho Chose, que também foi adotado.
https://youtu.be/XwfWIcHSOXQ
Abandono
Instituições e proteção animal lembram que na chegada do final do ano o abandono de animais é mais frequente. “Muitas pessoas vão viajar e acham que podem abandonar seus animais que alguém da rua vai achar bonitinho e vai pegar para cuidar. Não é assim, eles passam fome, sofrem muito na rua. Se for viajar, procure um hotelzinho de animais, ou combine com um amigo de ir na sua casa alimentá-los, ou até mesmo contrate profissionais que façam isso (hoje já existem esses serviços), mas nunca abandonem”, ressaltou Rivanete.