
Um dia após os tiroteios em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, o secretário de Segurança Pública do estado anunciou sua demissão do cargo. José Mariano Beltrame pediu demissão, que foi aceita pelo governador em exercício, Francisco Dornelles (PP). A informação foi confirmada pela assessoria da secretaria nesta terça-feira, 11.
Na manhã desta terça, Beltrame fez uma declaração no Twitter sobre o confronto entre policiais e criminosos que ocorreu na tarde de segunda-feira, 10. “As imagens produzidas ontem (segunda) são péssimas para a cidade, mas a polícia não pode se omitir e, mais uma vez, cumpriu seu papel. Ontem, a UPP e o Comando de Operações Especiais evitaram novamente uma guerra entre quadrilhas. Desde o indulto concedido a um criminoso no Dia das Mães, esta quadrilha ameaçava invadir outros morros na Zona Sul. A exemplo do São Carlos e Turano, com inteligência policial antecipamos, neutralizamos e prendemos. Este trabalho foi possível pela presença da UPP e o trabalho integrado com o COE”, publicou.

O secretário continua à frente da pasta até o fim do segundo turno das eleições municipais, no fim de outubro. Em nota, o governo do estado afirmou que seu substituto “ainda não foi escolhido”.
Após o anúncio da demissão, o governador licenciado do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), afirmou que Beltrame estava “muito cansado”. “Ficar dez anos à frente de uma secretaria não é fácil”, disse.
O jornalista Ancelmo Gois, de O Globo, antecipou em sua coluna que a pasta deve ficar a cargo de Roberto Sá, atual subsecretário de Planejamento e Integração Operacional. Até o momento, o subsecretário não comentou o assunto.
Em novembro, Beltrame completaria dez anos à frente da Secretaria de Segurança do Rio. Em sua gestão, foi estabelecida a política das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), que começou em 2008.