
Os arqueólogos querem chegar à caverna onde o corpo de Cristo teria sido colocado após a crucificação. Uma varredura por radar mostrou que a gruta estava íntegra.
Segundo a crença, o corpo de Jesus teria sido colocado em uma espécie de cama funerária, uma prateleira escavada na parte interna da caverna, logo depois da crucificação. A tumba original teria sido identificada por Helena, mãe do imperador romano Constantino, por volta de 326 d.C. Desde então, a Basília do Santo Sepulcro passou a ser construída sobre o lugar. A última grande reforma aconteceu em 1810, após um incêndio.
A Basílica do Santo Sepulcro é o único local onde seis denominações cristãs praticam sua fé ao mesmo tempo: Igreja Ortodoxa Grega, Igreja Católica Romana, Igreja Apostólica Armênia, Coptas, Igreja Ortodoxa Etíope e Igreja Ortodoxa Síria. Reformas no santuário requerem acordo mútuo entre os chefes dessas seitas. As denominações guardam fortemente o lugar e geralmente se opõem à mudanças. O fato de a Edícula ter sido fechada no ano passado após a Autoridade das Antiguidades de Israel a declarar como insegura, foi fator determinante na decisão pelo restauro.
As lideranças religiosas autorizaram a equipe a escavar o santuário por somente 60 horas. A reforma, com orçamento de US$ 4 milhões (R$ 12,7 milhões), foi iniciada em março deste ano e deve se estender até 2017.
O grupo de restauradores quer selar o centro da tumba antes de injetar cimento em algumas partes da Edícula, para evitar que o material caia dentro da pedra sagrada. Na quinta-feira (27), especialistas cortaram um janela retangular em uma das paredes de mámore da Edícula. Dessa forma, os peregrinos poderão vislumbrar pela primeira vez parte da parede de calcário que seria a tumba de Jesus Cristo.