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Após causar várias confusões, jogo ‘Pokémon Go’ é proibido pelo Islã

"Pokémon Go" permite que usuários capturem monstrinhos no mundo real. Foto: Reprodução Lançado no início do mês em alguns países, o aplicativo ...

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"Pokémon Go" permite que usuários capturem monstrinhos no mundo real. Foto: Reprodução “Pokémon Go” permite que usuários capturem monstrinhos no mundo real. Foto: Reprodução

Lançado no início do mês em alguns países, o aplicativo “Pokémon Go” está dando o que falar. Não só os fãs estão enlouquecidos com o jogo, como também muitas confusões estão acontecendo ao redor do mundo por causa dele. Já há casos de acidentes de carro, invasões de delegacias e até encontro de cadáver. Agora, os Islã proibiu que os fiéis usem o app no Egito.

Baseado na obra do japonês Satoshi Tajiri, que surgiu em 1995 e já virou desenho animado, filmes e brinquedos de sucesso, “Pokémon Go” é um jogo para smartphone em que os usuários podem capturar pokémons em ambientes reais, como ruas, praias e parques.

Pokémons têm aparecido em lugares inusitados. Foto: Reprodução Pokémons têm aparecido em lugares inusitados. Foto: Reprodução

O jogo utiliza o sistema de GPS dos aparelhos para fazer com os jogadores se desloquem fisicamente para conseguir capturar os monstrinhos da franquia da Nintendo.

Kingler apareceu em um estádio de beisebol. Foto: Reprodução

Nesta quinta-feira (14), a mesquita de al-Azhar, a maior e mais importante instituição islâmica do Egito, afirmou que o jogo tem efeitos tão ruis quanto os de bebidas alcoólicas, cujo consumo não é permitido para o Islã. Por isso, o aplicativo deveria ser considerado ilegal e proibido.

“Esse jogo faz com que as pessoas pareçam bêbadas nas ruas e nas estradas enquanto seus olhos estão grudados nas telas dos celulares que as direcionam a locais onde estão os Pokémons imaginários na esperança de capturá-los”, afirmou Abbas Shuman, o comissário do imã de al-Azhar, Ahmed al-Tayeb.

“Será que encontraremos lunáticos entrando em mesquitas, igrejas, prisões e unidades militares na procura dos pokémons desaparecidos? Será que as pessoas vão negligenciar seu trabalho e ficar devotas na caça do pokémon?”, disse Shuman.

“Pokémon Go” ainda não está disponível no Egito, no entanto, muitos jovens já conseguiram baixar o aplicativo nos seus smartphones.

Mais confusões

O jogo está disponível em apenas quatro países oficialmente (Estados Unidos, Austrália, Alemanha e Nova Zelândia), mas já conta com 15 milhões de usuários. Nesses locais, o app é tão viral quanto problemático. A polícia já alertou até para casos em que assaltantes e pedófilos se aproveitam da plataforma para cometer crimes.

No estado do Oregon, o insólito aconteceu quando um homem sangrando entrou numa loja de conveniência. Testemunhas relataram que tentaram ajudá-lo, mas o único propósito da visita dele ao espaço era capturar os pokémons que andavam por ali. Ele contou que foi esfaqueado, descreveu o agressor e continuou a jogar, negando as sugestões para procurar tratamento.

Jovem bateu ao carro ao se distrair com o app. Foto: Reprodução Jovem bateu ao carro ao se distrair com o app. Foto: Reprodução

Nos Estados Unidos, um homem bateu o carro que dirigia em Auburn, no estado americano de Nova York, após se distrair enquanto jogava “Pokémon Go”, na noite da última terça-feira (12). Segundo a polícia da cidade, ele admitiu que utilizava o aplicativo para smartphones no momento do acidente, saiu da estrada e bateu de frente em uma árvore. Ele não teve ferimentos graves.

No Wyoming, também nos Estados Unidos, uma jovem que caminhava por um parque em busca dos monstrinhos acabou encontrando um cadáver perto do reservatório de um água.

Locais históricos e memoriais também já estão proibindo a utilização do jogo nas suas imediações. Na Alemanha, por exemplo, a direção do Museu de Auschwitz criticou o uso da aplicativo, afirmando que era “desrespeitosa em muito níveis”.

Na Austrália, vários treinadores invadiram uma delegacia atrás de um Sandshrw (pokémon que parece um tatu). O Departamento de Polícia de Darwin postou uma mensagem bem-humorada no Facebook, afirmando que bastava aos usuários se aproximar do prédio para lançar as pokébolas (dispositivo que captura os bichinhos). “Esse Sandshrew não vai sair correndo. Fiquem seguros e capturem todos!”, escreveu.

usuários invadiram delegacia para capturar um Sandshrew. Foto: Reprodução Usuários invadiram delegacia para capturar um Sandshrew. Foto: Reprodução

 

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