Numa disputa decidida em 2º turno, Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi eleito na madrugada desta quinta-feira (14) presidente da Câmara dos Deputados para ocupar um mandato-tampão de seis meses, até 31 de janeiro de 2017. Maia teve 285 votos, contra 170 de Rogério Rosso (PSD-DF).
A eleição foi precipitada pela renúncia ao cargo de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afastado há dois meses do mandato por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Nesse período, a Câmara vinha sendo comandada pelo vice-presidente Waldir Maranhão (PP-MA).
No primeiro turno, Maia teve 120 votos, contra 106 de Rosso. O terceiro colocado foi o ex-ministro Marcelo Castro (PMDB-PI), com 70 votos.
“Não tem derrotados. Esse era o perfil que a Casa procurava, um parlamentar como eu, como outros que a Casa também tem, que busca dialogar”, disse Rodrigo Maia, depois da confirmação da vitória.
A vitória expressiva de Maia – aliado do presidente interino, Michel Temer (PMDB) – representa uma grande derrota de Cunha que tinha preferência por Rosso, seu fiel aliado. Para o peemedebista, convinha ter um nome próximo na sessão em que será votada sua cassação, que deve ocorrer em agosto. Desde o início, Rosso era dado como favorito, numa eleição que teve 14 candidatos no primeiro turno.
Aos 46 anos, Rodrigo Maia presidirá a Câmara no quinto mandato de deputado. Em 2006, liderou a oposição no Congresso para apurar o escândalo do mensalão e chegou a dizer no plenário que havia motivo para que o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondesse por crime de responsabilidade, o que poderia resultar em um impeachment. Ele também integrou as CPIs dos Correios e a Mista da Petrobras.