
O esquema de segurança do revezamento da tocha olímpica foi reavaliado nesta quinta-feira, 28, após ela ter sido apagado em Angra dos Reis, na noite de quarta-feira, 27. O secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, informou ainda que há informações de novos protestos. Vários grupos divulgam nas redes sociais eventos com o nome “não vai ter tocha”.

Beltrame destacou que em sua opinião “apagar a tocha é crime”, mas não explicou qual seria a infração. “A cerimônia da tocha aconteceu outras 85 vezes e não houve problema. Ontem (quarta-feira) houve. Isso foi reavaliado e vamos acompanhar mais atentamente essa questão”, disse.
O secretário ressaltou que faria ‘diferente’ a avaliação do caso de um jovem presa em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Chaer Kalaun, de 28 anos, foi preso na noite desta quarta-feira, 27, pela Polícia Federal por suspeita de ter ligação com grupos terroristas.
Mesmo com a nova avaliação, o secretário afirmou que o nível de alerta no Rio continua não aumentou após as recentes prisões. “Eu agiria da maneira diferente da que estão agindo. Mas isso sou eu. Cabe a essa instituição (Polícia Federal) sanar todas essas dúvidas. Não chegou um relatório sobre esse caso para mim”, afirmou.
Segundo o secretário, a reunião do Comitê de Segurança Integrado Regional desta quinta tratou do esquema para o dia da cerimônia de abertura da Olimpíada, que acontece na sexta-feira, 5. O esquema inclui trânsito e a chegada e saída de autoridades.
Beltrame também destacou que o efetivo de policiais nas ruas já foi aumentado, tanto da Polícia Militar quanto da Polícia Civil. ” A preocupação é permanente, e queremos antecipar fatos, seja de que natureza for. Já estamos com 10,5 mil policiais por turno, e mais 5 mil policiais civis”, afirmou.