
Vinte pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal após investigação que apura o esquema de compra do avião Cesna Citation, que caiu causando a morte de Eduardo Campos e mais seis pessoas. A Operação Turbulência foi deflagrada em junho e investiga a utilização de empresas de fachada na compra da aeronave.
Os vinte indiciados são acusados de crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e falsidade ideológica. Quatro empresários foram presos em 21 de junho em Pernambuco.
O relatório final do inquérito foi concluído no dia 15 de julho e aponta o envolvimento no esquema de João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho, Eduardo Freire Bezerra Leite, Apolo Santana Vieira e Arthur Roberto Lapa Rosal. Um dos indiciados é o empresário Paulo César de Barros Morato, que foi encontrado morto em um motel de Olinda dois dias após a operação ser deflagrada. Peritos apontaram que ele morreu por envenenamento.
O relatório final da Polícia Federal foi encaminhado à 4ª Vara Federal do Recife, e agora, a decisão se os envolvidos serão denunciados está a cargo do Ministério Público Federal (MPF). Se forem denunciados, os vintes indiciados se tornarão réus no processo.
O advogado Ademar Rigueira Neto, que defende Apolo Santa Vieira, confirmou o indiciamento pela PF e afirmou que já entrou com recurso de habeas corpus para tentar que o pedido seja analisado no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. O defensor ressaltou que Apolo nega os crimes.
“Apolo fez alguns créditos pessoais nas contas dos envolvidos, mas era uma relação de empréstimo que não foi fruto de atividade ilícita. Em virtude dessa relação financeira, ele é citado como integrante de uma organização criminosa. Não há crime de lavagem nos créditos pessoais que ele fez, pois a origem do dinheiro dele é lícita”, disse.