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Jovens gays são agredidos em Transcol

Consultor de vendas estava no grupo que sofreu ataque verbal e físico. Foto: Leone Iglesias / AT O jornal A Tribuna desse domingo (10) relatou o medo ...

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Sem título Consultor de vendas estava no grupo que sofreu ataque verbal e físico. Foto: Leone Iglesias / AT

O jornal A Tribuna desse domingo (10) relatou o medo e pânico vivenciados por jovens que saíam de uma casa de shows  em Vitória após agressões físicas e verbais em um ônibus da linha 568 (T. de Vila Velha–T. de Carapina), que seguia para a Serra.

Segundo relatos de uma das vítimas e de testemunhas, o grupo de agressores, que tinha entre sete e 10 membros, embarcou no primeiro ponto da avenida Dante Michelini depois da Ponte de Camburi, na madrugada de sábado. Ao perceberem que alguns jovens eram gays, eles ficaram mais agressivos.

[quote]“Peguei o ônibus pouco antes das 5 horas, um ponto antes da Ponte de Camburi. Esse grupo embarcou no ponto seguinte, após forçar a abertura da porta do meio. Depois, eles começaram a agredir um menino e o puseram para fora a socos e chutes”, conta uma das vítimas, um vitrinista de 24 anos que pediu para não ser identificado.[/quote]

“Depois, quando o ônibus entrou em Jardim Camburi, eles começaram a implicar comigo. Rasgaram minha roupa e me deram um chute no rosto, mas o motorista abriu a porta e eu desci. Não tenho dúvidas de que o ataque teve motivação homofóbica”, afirma.

A vítima afirma que pretende registrar um boletim de ocorrência.

Uma das testemunhas da violência é um consultor de vendas, de 19 anos, que contou que foi vítima de agressões verbais.

[quote]“Os agressores estavam bem vestidos e aparentavam estar alterados. Quando perceberam a presença de gays no ônibus, começaram com ofensas e palavras de baixo calão. Eu tenho 1,80m e, mesmo assim, não consegui impedir as agressões. Eu senti muito medo. Dava para ver o ódio nos olhos deles”, disse o jovem, abalado.[/quote]

Outra testemunha, um jovem de 20 anos, que desceu do coletivo no Terminal de Carapina, diz que os agressores seguiram no coletivo, que em seu último horário tem a viagem estendida até o Terminal de Laranjeiras. “Eles não tentaram assaltar nem roubar ninguém, eles apenas agrediram esses meninos aparentemente sem qualquer justificativa”, ressaltou.

O caso repercutiu no sábado (9) nas redes sociais. Uma das testemunhas publicou um relato em seu perfil e nos comentários muitas pessoas questionaram a violência sofrida pelo grupo. Outra postagem na internet cobrava respeito e igualdade independente da orientação sexual.

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