
Companhias aéreas dos Estados Unidos estão fazendo sucesso com a fantasia do sexo nas alturas. Algumas empresas, inclusive, tem se especializado em tornar esse fetiche uma realidade.
Uma delas é a Flamingo Air, em Cincinnati. Por US$ 495 (cerca de R$ 1625), a companhia oferece ao casal um voo de uma hora em um avião privado.
“Nós removemos a fila central de assentos e enchemos o espaço com almofadas. O preço inclui champanhe e chocolates. É algo especial para fazer com alguém especial”explica David MacDonald, dono da empresa.

Segundo ele, que está no mercado com esse tipo de serviço desde 1991, o público que procura a experiência é majoritariamente feminino.
“Nós fizemos milhares de voos assim e, com exceção de uns 10 casos, são as mulheres que fazem as reservas. Elas gostam do romance que a experiência proporciona”, afirma.
Mas nem todos focam nesse viés romântico. Outra empresa aérea, baseada em Las Vegas, chamada Love Cloud (Nuvem do Amor, na tradução livre), oferece em seu site explicitamente o “Voo do Clube da Milha de Altura”, usando uma expressão em inglês, “mile-high club”, para sexo em avião.
Discrição
MacDonald conta que muitos conselheiros amorosos ou matrimoniais recomendam sua empresa a casais. Segundo ele, até membros de organizações religiosas sugerem o serviço.
“É uma estratégia para apimentar a relação”, diz. Ele também diz que o acompanhante de muitas clientes casadas não é necessariamente o marido. “Nós sempre prezamos muito pela discrição nesse negócio”, afirma.
Discretos ou não, ninguém tem dúvidas sobre o que acontece nesses voos. “A maioria dos nossos clientes são casais de 35 a 65 anos de idade. Ainda que, de vez em quando, trios já tenham contratado nossos serviços”, disse MacDonald.
A “bagagem de mão” que esses casais levam para o voo pode ser muito singular. “Lembro de um que era sadomasoquista”.
