
A Justiça determinou na tarde de sábado (3) a prisão temporária de uma suspeita de matar, na sexta-feira (2), em um apartamento da Praia da Costa, em Vila Velha, a esteticista Gleice Kele dos Santos Nicolau, de 30 anos. Segundo a polícia, a suspeita é uma instrutora de cursos, de 39 anos. Ela é casada com um advogado, de 32, que mantinha um relacionamento amoroso com Gleice. A vítima estava grávida de três meses do advogado.
O mandado foi decretado pela Justiça na tarde de ontem, durante o plantão do Judiciário no Tribunal de Justiça do Estado (TJ-ES). A advogada Carla Joana Magnago, que trabalha como assistente de acusação da Promotoria, junto ao advogado Thiago Fabres, afirmou que o pedido de prisão foi feito com base em indícios, como contradições nos depoimentos da suspeita e do marido dela.
Após a expedição do mandado, equipe do plantão da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), se dirigiu a uma residência em Guaranhuns, Vila Velha. Esse foi o endereço fornecido à polícia pela suspeita, que prestou depoimento na sexta-feira e negou ter cometido o crime. A instrutora não foi encontrada no local.
Segundo os advogados, por não ter sido encontrada no endereço fornecido à polícia, a suspeita pode passar a ser considerada como foragida.
Até o fechamento da edição do Jornal A Tribuna, ela não havia sido encontrada. “Ficamos por um tempo em frente à casa, mas ninguém atendeu a porta”, disse Fabres. Magnago destacou que o mandado é para prisão temporária de 30 dias, podendo ser prorrogado por igual período, pois o crime pelo qual é suspeita é hediondo — se comprovado o crime, poderá ser indiciada por homicídio qualificado, com aumento de pena pelo fato de que Gleice estava grávida.
Além do mandado de prisão temporária contra a suspeita, os advogados contaram que a Justiça decidiu pela autorização da quebra do sigilo telefônico da instrutora. A Polícia Civil informou, por meio de nota, que o caso é investigado pela Delegacia de Homicídio e Proteção à Mulher (DHPM) e demais informações —como nome da suspeita — não serão repassadas para não atrapalhar a investigação.
Leone Oliveira
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