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Cidades

Presa por injúria racial contra guardas

Mulher de 44 anos estaria xingando funcionários de PA, quando os agentes foram acionados e ela se voltou contra eles

Presa por injúria racial contra guardas
- Pronto Atendimento da Glória, onde Robson Sacramento (destaque) e o colega foram alvo de insultos
Foto de perfil de Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho é jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em 2007, e tem aproximadamente 20 anos de experiência na profissão. É repórter multimídia das editorias de Cidades e Polícia do Jornal A Tribuna, com reportagens também publicadas no portal Tribuna On-line. Escreve reportagens especiais semanais para a editoria de Polícia do Jornal A Tribuna. Tem experiências com apresentações de podcasts e videocasts, além da participação ao vivo em telejornais da TV Tribuna, em colaboração com apresentadores, em casos de repercussão. Na função de redatora, atuou por 9 anos em editorias como Polícia, Cidades, Economia e Política do jornal impresso.

Última atualização


Uma mulher de 44 anos, que não teve a identidade divulgada, foi presa por injúria racial contra dois agentes da Guarda Municipal de Vila Velha, na noite da última segunda-feira (16).

De acordo com um dos agentes, Robson dos Santos Sacramento, ele e o colega de trabalho, que também é negro, foram acionados para comparecer ao Pronto-Atendimento (PA) da Glória, em Vila Velha.

As informações davam conta de que a mulher, levada ao local pelo Corpo de Bombeiros, já tinha recebido atendimento e estava xingando funcionários do local e fazendo baderna.

“Tentamos retirá-la de lá e ela disse: ‘Tira as mãos de mim’ (e proferiu as palavras de injúria). A partir do momento em que conseguimos filmar, eu mesmo dei voz de prisão a ela”, afirmou o agente Sacramento.

Ele lembrou que, em agosto de 2023, também foi alvo de injúria racial durante o trabalho. Na ocasião, um empresário foi preso por direção perigosa, ao fugir de uma abordagem na Praia da Costa.

“É a segunda vez que passo por isso e nem eu, nem a sociedade podemos nos acostumar e encarar como algo normal. A prisão é importante para que as pessoas saibam que não podem se manifestar como bem entendem”.

A injúria racial é crime imprescritível (pode ser processado a qualquer tempo) e inafiançável (não cabe pagamento de fiança para soltura), equiparado ao racismo, com pena de reclusão de 2 a 5 anos e multa.

Procurada pela reportagem, a Polícia Civil informou que a suspeita foi conduzida à 2ª Delegacia Regional de Vila Velha e autuada em flagrante por injúria racial. Ela foi encaminhada ao Centro Prisional Feminino de Cariacica.

Por meio de sua assessoria, a Guarda Municipal de Vila Velha informou que repudia o ato de injúria racial praticado contra um agente da corporação durante o atendimento de uma ocorrência.

“É inadmissível que, no exercício de sua função pública, um servidor seja alvo de ofensas de cunho racista, que atentam não apenas contra sua honra e dignidade, mas também contra os princípios fundamentais de respeito, igualdade e direitos humanos assegurados pela Constituição Federal”.

A corporação se solidarizou com o agente ofendido e reafirmou “seu compromisso com a defesa da legalidade, do respeito e da promoção de uma sociedade mais justa e igualitária”.

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