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OPERAÇÃO DRAFT

Assessor da Assembleia Legislativa é exonerado por suspeita de rachadinha

Servidor estava lotado no gabinete da deputada Gleide Ângelo, mas seu gabinete informou que os fatos ocorreram em mandatos anteriores ao seu

Assessor da Assembleia Legislativa é exonerado por suspeita de rachadinha
- Na casa de um dos investigados, foram encontrados até barras de prata e moeda estrangeira
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização



A Operação Draft – deflagrada pela 1ª Delegacia de Combate ao Crime Organizado para desarticular um suposto esquema de “rachadinha” na Assembleia Legislativa (Alepe) – resultou na exoneração de mais um investigado. O assessor especial Arthur Valença de Luna teve o desligamento publicado no Diário Oficial. Ele é suspeito de integrar a rede que teria desviado entre R$ 2,8 milhões e R$ 6 milhões do erário.

A saída de Arthur, assinada pelo presidente da Alepe Álvaro Porto (MDB), ocorreu no dia 17 de abril. O ato administrativo veio a público dois dias após agentes cumprirem mandados de busca e apreensão nas residências dos ex-deputados Romário Dias e Leonardo Dias, além de outros seis alvos, entre eles, o próprio Arthur.

Gabinete de Gleide Ângelo nega conhecimento

Antes do afastamento, Arthur estava lotado no gabinete da deputada estadual Gleide Ângelo (PP). Em nota, a parlamentar — que é delegada licenciada — afirmou que não tinha conhecimento das investigações no momento da contratação. A assessoria reforçou que os fatos apurados ocorreram em legislaturas passadas, quando o servidor atuava em outro gabinete.

“A medida demonstra responsabilidade administrativa e compromisso com a adoção imediata das providências cabíveis”, diz trecho da nota. O gabinete pontuou ainda que Gleide mantém sua trajetória de defesa da legalidade e está à disposição das autoridades.

Portas blindadas e o “gabinete do crime”

A investigação, iniciada em 2023, aponta a existência de um suposto “gabinete do crime” operando entre 2015 e 2019. O foco central das diligências recai sobre o mandato de Romário Dias (2014-2022). O filho dele, Leonardo Dias, também foi alvo e, segundo relatos, teria demorado a abrir a porta blindada de seu apartamento durante a chegada da polícia.

Leonardo, que ocupava o cargo de secretário executivo de Micro e Pequena Empresa no Governo do Estado desde 2025, também foi exonerado. Até o momento, a Polícia Civil não confirmou prisões.

O Tribuna Online PE não conseguiu contato com a defesa de Arthur Valença Luna e dos ex-deputados Romário e Leonardo Dias, mas mantém o espaço aberto para manifestações.

Veja como funcionava o susposto esquema investigado  pela operação Draft aqui: Rachadinha na Alepe: ex-deputado é alvo de esquema de até R$ 6 milhões

Veja a nota na íntegra enviada pelo gabinete da deputada Gleide Ângelo

“O gabinete da Deputada Delegada Gleide Ângelo esclarece que a exoneração do servidor citado foi formalmente solicitada em 16 de abril de 2026, conforme registro no sistema Alepe Trâmite, sob o número 000229/2026, encontrando-se o pedido em tramitação administrativa na Assembleia Legislativa de Pernambuco. A medida demonstra responsabilidade administrativa e compromisso com a adoção imediata das providências cabíveis no âmbito do gabinete, sempre com respeito aos trâmites legais e institucionais.

Destaca-se, ainda, que não há qualquer relação entre a investigação mencionada e o gabinete da Deputada Delegada Gleide Ângelo. O servidor é investigado por fatos ocorridos antes mesmo de Gleide Ângelo exercer o mandato de deputada estadual. À época dos fatos apurados, ele integrava outro gabinete parlamentar. Por essa razão, não havia conhecimento sobre qualquer investigação envolvendo o servidor no momento da contratação. Tão logo a apuração se tornou conhecida, foram adotadas as medidas cabíveis, sem prejuízo do seu direito à ampla defesa e ao devido processo legal.

A Delegada Gleide Ângelo tem uma trajetória pública marcada pela defesa da legalidade e pela atuação firme em favor da ética no serviço público. Por isso, reafirma sua total disposição em colaborar com as autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos, dentro do devido processo legal.”

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