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Economia

Petróleo volta a ultrapassar US$100 após prorrogação do cessar-fogo entre EUA e Irã

O Irã vem impedindo o tráfego em Hormuz desde o começo do conflito em 28 de fevereiro

Unidade da Petrobras, que tem investimento programado acima de R$ 25 bilhões para o Espírito Santo, concentrado sobretudo no litoral sul capixaba: criação de novos empregos no ramo
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Ana Carolina Carnelli

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo e pós-graduada em Marketing e Mídias Digitais pela Universidade de Vila Velha. Tem experiência em escrita de textos jornalísticos, apresentação de podcasts, produção, assessoria de imprensa e cobertura de eventos. Também já atuou na criação e edição de conteúdo para mídias sociais.

Última atualização

O preço do petróleo voltou a superar US$ 100 nesta quarta-feira (22) e atingiu US$ 100,65 às 10h15 (horário de Brasília), uma valorização de 2,2%.

O barril Brent, referência mundial, começou na casa de US$ 98, caiu para US$ 96,56 às 2h15 e ultrapassou os US$ 100 às 5h30. Depois disso caiu para a casa dos US$ 99, mas voltou a subir a partir das 9h30.

Na terça, o contrato de junho também chegou a ultrapassar US$ 100, mas terminou o dia a US$ 99,06, depois que os EUA anunciaram uma nova prorrogação do cessar-fogo com o Irã que agora tem prazo indefinido, pois depende da apresentação de uma proposta do regime iraniano.

O petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, estava cotado a US$ 91,67, alta de 2%, após atingir US$ 91,87 no dia.

O presidente dos EUA, Donald Trump, também anunciou que manteve o bloqueio norte-americano no estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás. Por sua vez, a Guarda Revolucionária do Irã divulgou nesta quarta que impediu dois navios que tentavam usar a rota.

“Os dois navios infratores (…) foram apreendidos pelo CGRI e conduzidos para a costa iraniana”, informou as autoridades iranianos. Uma das embarcações pertenceria ao “regime sionista”, segundo a Guarda Revolucionária, o que seria uma referência a Israel.

O Irã vem impedindo o tráfego em Hormuz desde o começo do conflito em 28 de fevereiro, limitando-o apenas a embarcações autorizadas pelo regime. Empresas de transporte marítimo dizem que o tráfego em Hormuz caiu 95%. Antes da guerra, a média de 140 embarcações passando pelo local diariamente.

“O processo de paz parece instável novamente, à medida que algumas das difíceis realidades da guerra vêm à tona”, disse Kyle Rodda, analista sênior de mercados financeiros da Capital.com.

“O risco é que a dinâmica política interna do Irã e as tensões estratégicas entre os EUA e o Irã —sem mencionar Israel— mantenham uma inércia em direção à escalada”, completou Rodda.

A situação colocou o mercado financeiro em compasso de espera e as Bolsas da Europa opera praticamente em estabilidade nesta quarta. O índice Euro STOXX 600, referência na União Europeia, caía 0,07, às 9h40, com movimento de leve queda sendo repetido em Frankfurt (-0,14%), Londres (-0,09%), Paris (-0,34%). A Bolsa de Madri tinha uma desvalorização mais acentuada de 0,57%, e Milão tinha alta de 0,03%.

Na Ásia, o índice CSI300, que reúne as principais companhias de Xangai e Shenzhen, subiu 0,66% e atingiu seu maior nível desde 14 de janeiro. O índice SSEC, em Xangai, fechou em alta de 0,52%, mesma tendência vista em Tóquio (0,4%) e Seul (0,46%). Já a Bolsa de Hong Kong caiu 1,22%.

“Parece que os mercados estavam certos ao presumir que o pico de incerteza da guerra ficou para trás”, comentou Matt Simpson, analista sênior de mercado da StoneX. “O apetite por risco provavelmente continuará elevado, e as quedas serão vistas com bons olhos pelos otimistas do mercado de ações. O fechamento do estreito de Hormuz já está precificado”, disse.



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