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Economia

Governo Federal estuda empréstimo para taxistas e caminhoneiros

Governo Lula estuda oferecer linhas para compra de veículos voltadas, por exemplo, para quem trabalha por meio de aplicativos

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Redação Jornal A Tribuna

Reportagens produzidas pela equipe de jornalistas da Rede Tribuna, publicadas no jornal A Tribuna.

Última atualização

O governo federal discute ampliar o pacote de combate ao endividamento com novas linhas de crédito com juros abaixo do mercado, voltadas a motoristas por aplicativos, taxistas e caminhoneiros, com foco na troca de veículos, de olho em segmentos em que o governo tem menor aprovação, em tentativa de ampliar apoio.

A proposta é conduzida pelo Planalto e ainda depende de aval da equipe econômica, que conduz as medidas de redução do endividamento e do comprometimento de renda das famílias. Somadas à renegociação de dívidas, as ações podem resultar em um pacote superior a R$ 100 bilhões.

A área política defende ainda crédito para compra de equipamentos agrícolas e expansão de financiamentos habitacionais. Integrantes do governo avaliam que as medidas não têm caráter estrutural e mantêm a estratégia de enfrentar o endividamento das famílias enquanto se busca conter os efeitos da guerra no Irã sobre os preços.

Nos últimos dias, avançaram propostas para renegociar dívidas em atraso de até um ano e substituir débitos mais caros por mais baratos. Uma alternativa avaliada foi o uso de recursos esquecidos em bancos, mas há entraves para viabilizar a medida sem passar pelo Orçamento. Também avançou a proposta de liberação do FGTS.

O governo federal também discute estímulos para renegociação de dívidas de empresas de menor porte e a criação de uma linha de crédito para médias empresas, com necessidade de cerca de R$ 2 bilhões para capitalizar o Fundo Garantidor de Investimentos, operado pelo BNDES.

O tema ganhou prioridade após o presidente Lula tratar publicamente do endividamento. Desde então, o assunto foi discutido em duas reuniões com ministros.

A avaliação é que o quadro afeta a popularidade do governo a seis meses da eleição. A equipe chegou a considerar anunciar o pacote na próxima semana, mas a viagem do Presidente à Europa e a participação de integrantes da área econômica em reunião do FMI em Washington devem adiar a divulgação para a 2ª quinzena do mês.


Salário mínimo de R$ 1.717

O governo federal trabalha com uma estimativa de salário mínimo de R$ 1.717 para 2027, segundo integrantes da equipe econômica.

Se confirmado, o valor representará alta de 5,9% em relação ao piso atual, de R$ 1.621. O valor definitivo, no entanto, só será conhecido no fim deste ano.

O cálculo seguirá a regra definida em 2024, que considera a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais ganho real de 2,5%.

O salário mínimo é referência para trabalhadores que recebem o piso ou múltiplos dele e também impacta aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais, como o Benefício de Prestação Continuada.

INSS

O reajuste influencia ainda benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o valor mínimo do seguro-desemprego, a contribuição previdenciária dos microempreendedores individuais e indenizações em ações nos Juizados Especiais.

Cerca de 45% dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social estão vinculados ao salário mínimo, o que amplia o impacto do reajuste sobre as contas públicas.



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