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Quem é a capixaba que comanda orquestra que se apresentou para o Papa?

Ludhymila Bruzzi está há dois meses à frente da Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga, do Rio de Janeiro

Quem é a capixaba que comanda orquestra que se apresentou para o Papa?
- Ludhymila Bruzzi (centro) com as meninas da orquestra durante apresentação na Praça São Pedro, no Vaticano
Foto de perfil de Pedro Henrique Oliveira

Pedro Henrique Oliveira

Pedro Henrique Oliveira é jornalista formado pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso (UNIFACHA), no Rio de Janeiro, e pós-graduando em Comunicação Corporativa. Com experiência em cobertura local, acompanha o cotidiano de Guarapari, Anchieta e Piúma, produzindo matérias sobre política, economia, turismo e cultura.

Última atualização



Há apenas dois meses à frente da Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga, do Rio de Janeiro, a capixaba Ludhymila Bruzzi, de 34 anos, fez parte de um momento marcante para o conjunto.

Na última quarta-feira, ela foi responsável por reger 25 musicistas em uma audiência pública com o papa Leão XIV, no Vaticano. A performance contou ainda com uma apresentação da cantora Flor Gil, neta de Gilberto Gil.

“Foi indescritível! É presenciar a história bem ali na nossa frente, surreal mesmo. A ficha não caiu na verdade em relação à importância do que fizemos”, descreveu Ludhymila.

Natural de Vitória, ela chegou à orquestra em março deste ano, após ter sido convidada para se tornar maestra adjunta do conjunto composto apenas por alunas da rede pública do Rio de Janeiro.

A música, no entanto, já a acompanha há muito tempo. Aos 2 anos, ela iniciou na Igreja Batista. Hoje, possui licenciatura em Música e bacharelado com habilitação em clarinete e, há 3 anos, começou a estudar regência e tem atuado no ramo.

“Meu primeiro instrumento foi o piano, descobri o clarinete já adolescente e foi quando ingressei na Faculdade de Música do Espírito Santo para cursar o CFM (Curso de Formação Musical)”, relembra.

Para Ludhymila, a persistência sempre foi uma marca em sua trajetória, mas ela reconhece que nem de longe imaginava fazer parte daquele momento.

“Sou ambiciosa quando se trata do meu caminho profissional, e na regência pretendo alcançar muitos objetivos que nesse momento podem parecer irreais. Agora, momentos como esse no Vaticano para o papa Leão XIV, eu realmente jamais imaginei”, afirma.

Ela ainda comenta a emoção de ouvir o nome da orquestra ser dito pelo Pontífice. “É uma energia diferenciada, quando ouvimos o nome da orquestra fizemos muito barulho e fomos muito aplaudidas também, deu para sentir o calor brasileiro de quem estava presente no momento”, conta.

Comemorando 5 anos em 2026, a Orquestra Chiquinha Gonzaga terá uma temporada repleta de concertos pelo mundo. Sem poder entregar muitos detalhes, a capixaba convida o público a acompanhar pelas redes sociais: @osjchiquinha.

“Elas já têm um currículo extenso”, diz maestra

A Tribuna: Como surgiu a oportunidade de ser maestra adjunta da Orquestra Chiquinha Gonzaga?

Ludhymila Bruzzi: Acompanho a orquestra desde o seu surgimento, depois que comecei a estudar regência sempre encaminho meu portfólio para outras orquestras, principalmente orquestras jovens. Fiz isso ano passado, e a Chiquinha foi um dos grupos que eu encaminhei, a maestra adjunta anterior, que estava até o ano passado, foi morar em outro país, e elas estavam sem. Assim me fizeram o convite para assumir esse posto junto às meninas este ano. Estou no Rio toda semana para realizarmos nossos ensaios e a preparação do repertório para os concertos.

A Tribuna: O anúncio da apresentação na Praça São Pedro trouxe algum impacto inesperado para o grupo? Qual foi a reação?

Ludhymila Bruzzi: Quando chegamos em Roma, assistimos ao pronunciamento do Papa no domingo e já foi uma emoção muito grande. Ele realmente faz o cumprimento dos grupos que estão no momento, então ficamos na expectativa para que fôssemos anunciadas por ele no dia da audiência.

É uma energia diferenciada, quando ouvimos o nome da orquestra fizemos muito barulho e fomos muito aplaudidas também, deu para sentir o calor brasileiro de quem estava no momento.

A Tribuna: A orquestra é formada por alunas da rede pública. Que significado essa apresentação internacional tem para a trajetória dessas jovens?

Ludhymila Bruzzi: Elas já têm um currículo extenso de apresentações internacionais durante esses 5 anos de atividade: Portugal, França, Espanha, Suíça, Estados Unidos e agora Itália. Acredito que todas as meninas vivem cada uma dessas turnês ao máximo, tirando o melhor de cada país e levando nossa cultura com muita qualidade e aquela alegria que só o povo brasileiro tem.

Você sabia?

O repertório apresentado valoriza grandes obras da música brasileira, homenageando compositores como Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Milton Nascimento, Gilberto Gil e Chico Buarque.



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