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OPERAÇÃO DARK WALLET

Quadrilha movimentou R$ 188 milhões em dois anos com fraudes eletrônicas

Suspeitos utilizavam plataforma de investimentos falsa para aplicar golpes

Quadrilha movimentou R$ 188 milhões em dois anos com fraudes eletrônicas
- Delegado Caio Menezes, da delegacia de repressão a crimes cibernéticos de Goiás,

Última atualização


Dezoito mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela Polícia Civil de Pernambuco nesta quinta-feira (23). As ações fazem parte de operação Dark Wallet têm como alvo uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro.

Os suspeitos utilizavam uma plataforma de investimentos falsa para aplicar golpes. Policiais miraram endereços em Recife, Olinda, Jaboatão, Paulista, Cabo de Sto Agostinho, Goiana e Caruaru. Foram recolhidos celulares computadores e documentos dos investigados.

Investigação durou quatro anos

O início das apurações partiu da Policia Civil de Goiás, que investigava as fraudes desde 2022, após receber a denúncia de uma vítima que afirmou ter sido convencida a realizar investimentos numa plataforma falsa.

Os criminosos forjavam os lucros e faziam pequenos pagamentos para as vitimas, que se sentiam confiantes para investir novamente. O prejuízo causado pela organização ultrapassa os R$ 640 mil.

As investigações apontaram que todos os suspeitos residem ou têm algum vínculo com o estado de Pernambuco.

Segundo o delegado Caio Menezes, da delegacia de repressão a crimes cibernéticos de Goiás, em dois anos, o grupo movimentou mais de R$ 188 milhões através de três empresas fantasmas. 

Na primeira fase da operação, iniciada no ano passado, três pessoas foram presas temporariamente em Pernambuco, identificadas como titulares das contas bancárias que recebiam os valores recebidos pelas vítimas.

Ainda sem esclarecimento sobre o destino dos valores movimentados pelas empresas fantasmas, o caso segue sob investigação. 

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