Estudante do curso de Medicina da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desde o início do ano, uma das universidades mais concorridas do País, Caio Martins, de 18 anos, cresceu em Ecoporanga, no Noroeste do Estado.
Filho de uma assistente social e de um marceneiro, Caio Martins foi aluno da rede pública. O primeiro grande passo rumo à universidade veio com uma conquista na Olimpíada Nacional de Matemática, que lhe rendeu uma bolsa de estudos pelo Instituto Ponte.
“No dia que saiu o resultado, eu nem acreditei! Eu sabia que tinha ido bem, mas um curso de Medicina é altamente concorrido. Não imaginava que conseguiria passar de primeira. Foi uma surpresa muito grande!”, contou Caio Martins.
A história de dedicação aos estudos do agora estudante de Medicina começou anos antes. Aos 15 anos, ele mudou para Vitória, onde cursou o ensino médio no Leonardo da Vinci, com bolsa de estudos. Longe da família, estudava das 7h às 21h30, entre aulas, revisões e cursos de inglês.
Além da Unicamp, Caio foi aprovado na Universidade Federal da Bahia (UFBA), no mesmo curso. Em Campinas, São Paulo, ele faz a graduação com uma bolsa de permanência que o Instituto Ponte concede por meio de uma parceria com o Instituto Ling.
“Por enquanto, essa está sendo uma ajuda e o instituto, além dessa bolsa, me concede um acompanhamento. Então, ainda tenho acompanhamento com as psicólogas do instituto e também com uma rede de universitários que também estão nessa mesma fase que eu”, destaca.
PLANOS
Os sonhos de Caio continuam. Para os próximos anos de estudos, necessários à sua formação, estão nos planos se especializar em cirurgia plástica ou dermatologia, “mais propenso” à cirurgia plástica, afirma. “Eu acho que a mensagem é o poder de transformação social da educação. A educação muda a vida, é meio clichê, mas eu acredito que resume muito o que sempre aconteceu comigo”, completou.
Caio disse que o fato de poder ter uma educação melhor foi muito importante. “É um curso totalmente elitizado, que tem barreiras sociais. É um simbolismo enorme estar ocupando esse espaço”.