Sem conseguir um acordo ou solução pacífica em caso de prejuízos após acidentes de trânsito, 1.852 pessoas buscam a ajuda da Justiça Volante na Grande Vitória.
O serviço – que completa 30 anos no próximo mês – é gratuito e já resolveu mais de 46 mil conflitos desde sua inauguração.
A juíza titular do 3º Juizado Especial Cível de Vitória – Justiça Volante –, Abiraci Santos Pimentel, explicou que o serviço é voltado para qualquer tipo de acidente de trânsito, com ou sem vítima.
Ela lembrou, ainda, que a Justiça Volante há alguns anos atuava indo ao local do acidente para mediar os conflitos, no entanto, com o crescimento da frota de veículos, isso não é mais possível.
“Mesmo assim, os condutores que se envolvem em um acidente e que buscam o ressarcimento por algum dano que tenham sofrido podem entrar com a ação”.
E completou: “Costumamos dizer que em acidente de trânsito todo mundo acha que tem razão, por isso a Justiça pode ser acionada sempre que não há acordo ou que a outra parte se nega a pagar o que é de sua responsabilidade”.
Abiraci salientou que, para o ressarcimento, é importante que a pessoa que sofreu o dano leve para o dia da audiência marcada pelo menos três orçamentos para conserto do veículo ou nota fiscal do quanto gastou para consertar, se resolveu pagar do bolso para não ter que esperar.
O serviço atende, principalmente, condutores ou acidentes ocorridos em Vitória e Vila Velha. No entanto, a juíza reforçou que chegam casos de outros municípios da Grande Vitória.
Parceiro do Tribunal de Justiça do Estado no serviço, o Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) realiza o registro de queixas para abertura dos processos da Justiça Volante em todos os seus postos, como na Barra do Jucu, Alecrim, Terceira Ponte, Jardim Camburi e Manguinhos.
O chefe da assessoria de comunicação do BPTran, o tenente Lucas Gabriel Lourenço, pontuou que para acionar a Justiça Volante é preciso ter em mãos o boletim de ocorrência.
“Se o sinistro tem vítima ou tem a suspeita de crime de trânsito envolvido, a polícia vai ao local e faz o boletim. Já se o dano foi meramente material, a pessoa registra online a ocorrência”.
Ele frisou, ainda, que em 2024, foram registradas 767 termos de queixa diretamente nos postos do Batalhão. Já em 2025, foram 282.