O governo federal publicou autorizações para preencher 2.021 vagas da segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU).
As vagas são distribuídas em diversos ministérios, agências, Forças Armadas e – entre os mais esperados – no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Somente no Instituto, serão 300 oportunidades para cargo de analista do Seguro Social, voltado para candidatos com nível superior. A remuneração inicial fica em torno de R$ 9 mil.
A expectativa é de que o certame possa reduzir os problemas com prazos e filas para atendimentos enfrentados por beneficiários. Um dos motivos apontados pelo próprio órgão é o déficit de servidores.
Além do INSS, há vagas para outros órgãos públicos que foram autorizadas ontem. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), por exemplo, terá 70 vagas para técnico em Regulação de Aviação Civil, enquanto a Agência Nacional de Mineração contará com 80 vagas para técnico em Atividades de Mineração.
Os comandos da Aeronáutica, do Exército e da Marinha também vão abrir vagas, que somam 361 oportunidades.
Ao todo, o CNU prevê 3.652 vagas distribuídas entre 36 órgãos da administração pública. Entre as oportunidades, serão 2.844 para cargos de nível superior e 508 para nível intermediário.
Além disso, desse total, 2.480 vagas serão de provimento imediato e 1.172 destinadas para formação de cadastro reserva.
Os cargos serão organizados em nove blocos temáticos, permitindo que o candidato se inscreva para mais de um cargo dentro do mesmo bloco e defina sua ordem de preferência. As provas serão aplicadas em 228 municípios de todas as regiões do País.
Calendário
A expectativa é de que o edital seja lançado e as inscrições estejam abertas em julho. Já a prova objetiva deve acontecer em 5 de outubro e as provas discursivas – para os habilitados da 1ª fase – acontecem em 7 de dezembro.
Os resultados devem ser liberados em fevereiro de 2026.
Especialista aponta possível “vilão”
Na expectativa de lançamento do edital para o Concurso Nacional Unificado (CNU) no próximo mês, especialistas apontam o que deve ser o foco dos estudos e também possíveis “vilões”.
O professor de Direito e de Redação José Quirino ressalta que o concurso conta com banca que é conteudista e que cobra que o candidato tenha conhecimento de fato. “A Língua Portuguesa, por exemplo, é um vilão para quem for tentar uma das vagas do INSS. Além de interpretação de texto, é cobrado gramática”.
Ele reforça a necessidade também de se preparar para redação, com muita leitura em dia de temas atuais.
A diretora pedagógica do CEP, Ivone Goldner, ressaltou que o CNU segue uma proposta de avaliação semelhante à dos grandes concursos federais, com forte ênfase em raciocínio lógico, interpretação de textos e domínio da norma culta da Língua Portuguesa.
“Para a edição deste ano, os candidatos devem focar em três frentes principais. Uma delas é a leitura crítica e interpretação de textos longos, inclusive gráficos e tabelas. Além disso, foco no conhecimento atualizado sobre temas da administração pública, ética e realidade socioeconômica brasileira”.
O terceiro ponto, segundo ela, é o treinamento com questões de provas anteriores das grandes bancas, especialmente das bancas FGV, Cebraspe, Cesgranrio.
Lei define cota de 30% para concursos federais
O presidente Lula sancionou ontem a prorrogação da lei de cotas federais, que passa a reservar 30% das vagas para pretos e pardos em concursos públicos e processos seletivos federais.
A nova lei também inclui explicitamente indígenas e quilombolas como grupos contemplados pela política.
A lei de cotas perdeu a vigência em junho do ano passado, dez anos após entrar em vigor, em 2014.
Em maio de 2024, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino prorrogou a política até que um novo projeto fosse aprovado pelo Congresso.
Na sanção da lei, estiveram presentes as ministras Esther Dweck, de Gestão e Inovação, Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, Anielle Franco, da Igualdade Racial, e Sonia Guajajara, dos Povos Indígenas.
“Desde que chegamos ao governo, vínhamos discutindo uma revisão dessa lei. Vimos várias coisas que deram errado na lei vigente e [pensamos] como a gente poderia melhorar”, afirmou Dweck.
A segunda edição do CNU (Concurso Nacional Unificado) já será contemplada com o aumento da reserva pela política de cotas, que subiu de 20% para 30%.
Saiba Mais
Concurso Nacional Unificado (CNU)
Com sua segunda edição prevista para outubro e dezembro, o CNU deve abrir as inscrições a partir de julho.
No total, serão 3.652 vagas em 36 órgãos públicos, com salários iniciais de até R$ 16 mil.
O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos publicou ontem três portarias que detalham a autorização de 2.021 das vagas.
Onde estão as vagas
Ancine (Agência Nacional do Cinema) – 20
ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) – 66
Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) – 70
Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) – 50
Agência Nacional de Mineração – 80
ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) – 20
Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) – 30
ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) – 50
Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) – 14
IN (Imprensa Nacional) – 14
Ministério das Cidades – 15
Comando da Aeronáutica – 90
Comando do Exército – 131
Comando da Marinha – 140
Hospital das Forças Armadas – 130
Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar – 64
Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) – 60
Ministério da Pesca e Aquicultura – 33
Fundacentro (Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho) – 65
Ministério do Turismo – 8
Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos – 500 + 1.172 para cadastro reserva
Instituto Nacional de Tecnologia da Informação – 50
INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) – 300
Enap (Fundação Escola Nacional de Administração Pública) – 21
Fundação Biblioteca Nacional – 14
Fundação Cultural Palmares – 10
Fundaj (Fundação Joaquim Nabuco) – 20
Funarte (Fundação Nacional das Artes) – 28
Ibram (Instituto Brasileiro de Museus) – 28
Ministério da Fazenda – 30
Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional – 10
Inca (Instituto Nacional de Câncer) – 84
Instituto Nacional de Cardiologia – 75
Into (Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia) – 94
IEC (Instituto Evandro Chagas) – 38
Cenp (Centro Nacional de Primatas) – 28