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Economia

Demissões na Garoto são negadas por Sindicato

Nestlé anunciou corte de 16 mil empregos no mundo, mas disse que ampliação no Estado está mantida. Sindicato quer confirmação oficial

Fábrica da Garoto passa por ampliação, que faz parte dos investimentos de R$ 7 bi da Nestlé em todo o Brasil
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Rodrigo Péret

Formado em Jornalismo pela Faesa em 2017 e atualmente cursando o último período de Direito na Multivix Vitória, Rodrigo Péret está em A Tribuna desde 2019, onde atua como repórter de Política e Economia, ocasionalmente atuando como colunista de Plenário. Paralelamente, colabora para o portal Wrestlemaníacos, especializado em Pro-Wrestling, desde 2011.

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A Nestlé anunciou que irá cortar 16 mil empregos no mundo todo. Mas, no Espírito Santo, segundo o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Alimentação e Afins do Estado (Sindialimentação-ES), a sinalização inicial é de que não haverá demissões na Garoto.

A presidente da entidade trabalhista, Linda Moraes, explicou que, num primeiro contato feito com a Garoto, a empresa teria negado que haveria demissões. “A Nestlé, inclusive, anunciou investimentos no Estado, para ampliar a produção por aqui, e oficialmente ela ainda não confirma as demissões”.

Linda detalha que o sindicato já solicitou uma reunião com a empresa para que, de forma oficial, seja esclarecido se haverá ou não demissões no Espírito Santo por conta do anúncio da Nestlé.

Em nota, a Nestlé disse que o investimento previsto no Brasil de R$ 7 bilhões – que inclui uma ampliação na fábrica da Garoto, em Vila Velha – está mantido, e informou que está “trabalhando para tornar suas operações mais eficientes”.

“Essas mudanças incluem uma redução planejada de aproximadamente 16.000 funcionários em todo o mundo nos próximos dois anos. As reduções serão implementadas com respeito e transparência”, diz.

“Juntamente com outras medidas de eficiência, a Nestlé está aumentando sua meta de redução de custos para 3 bilhões de francos suíços (R$ 20,59 bi) até o final de 2027, acima da meta previamente anunciada de 2,5 bilhões de francos suíços”, completa a nota, sem detalhar se haverá demissões no Estado.

A empresa informou que três quartos das demissões atingirão posições administrativas, enquanto as demais se concentrarão em operações industriais e de distribuição.

O CEO Philipp Navratil justificou o plano afirmando que a decisão faz parte de uma estratégia para se adaptar “a um cenário em rápida transformação”, adotando medidas duras para ganhar agilidade e eficiência.

A notícia agradou o mercado na Bolsa de Valores: os papéis da Nestlé avançaram 8% em Zurique, impulsionados pela expectativa de melhora na rentabilidade.

O plano segue a tendência global de reestruturações corporativas, adotada por grandes multinacionais diante de custos mais altos e margens pressionadas.

Entenda o caso

Novo CEO vai reestruturar multinacional

Plano de demissões

A Nestlé, que anunciou plano de demitir 6% de seus trabalhadores no mundo, emprega no Brasil 30 mil funcionários, que atuam em unidades industriais, centros de distribuição e canais de vendas em todas as regiões do País. A empresa não esclareceu se operação brasileira será afetada pelos cortes de empregos.

O novo presidente global da Nestlé anunciou plano de cortar 16 mil vagas no mundo. O corte vai impactar cerca de 6% dos 277 mil trabalhadores empregados da companhia em 185 países, disse Philipp Navratil, que assumiu o cargo em setembro.

16 fábricas

A Nestlé tem 16 fábricas no Brasil. As unidades industriais estão distribuídas por São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Goiás, Rio Grande do Sul e Espírito Santo. Há também 12 centros de distribuição e mais de 70 empresas prestadoras de serviços responsáveis por vendas, promoções, merchandising, armazenamento e distribuição.

Presença no País

No Brasil desde 1921, grupo tem negócios com milhares de produtores fornecedores nas cadeias de cacau, café e leite. Segundo a empresa, produtos com a marca Nestlé estão presentes em 99% dos lares brasileiros.

Na apresentação de resultados de vendas para os nove primeiros meses de 2025, divididos por regiões do mundo, a empresa destacou que o Brasil liderou o crescimento da companhia nas Américas. Enquanto as vendas orgânicas cresceram apenas 0,4% na América do Norte, na América Latina o crescimento chegou a 6,8% graças ao desempenho do mercado brasileiro.

E fora do País?

No mundo, as vendas da Nestlé recuaram 1,9%, para 65,9 bilhões de francos suíços (ou US$ 83,2 bilhões pelo câmbio de ontem). O lucro da companhia também recua 10,3%, com dados até junho, quando reportou para o primeiro semestre lucro líquido de 5,1 bilhões de francos suíços (US$ 6,4 bilhões).

Fonte: Uol.

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