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Polícia

Homem é preso por falsificação de bebidas no Espírito Santo

Operação "Brinde Amargo" prendeu um homem de 24 anos

Homem é preso por falsificação de bebidas no Espírito Santo
Foto de perfil de Atilio Esperandio

Atilio Esperandio

Jornalista formado pela FAESA é apaixonado por esportes e especialista em esportes capixaba. Atualmente é repórter multimídia no portal Tribuna Online onde cobre o Brasil e o mundo, além de apresentar o podcast Apita Aí na TV Tribuna Band, sempre falando do melhor do esporte!

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Um homem foi preso em flagrante na manhã desta quinta-feira (2) por suspeita de comercialização de bebidas alcoólicas falsificadas. A operação “Brinde Amargo” foi realizada pela Polícia Civil,  por meio do Centro de Inteligência e Análise Telemática (Ciat) Sul com o apoio da Polícia Científica do Espírito Santo (PCIES) e da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe).

A partir de uma denúncia da Abrabe sobre a venda de uísques, gins e vodcas adulterados por meio de um perfil em uma rede social, as investigações tiveram inicio e, após diligências, um homem de 24 anos foi identificado como o principal responsável pelo esquema.

“Durante a apuração, foram realizadas compras monitoradas, que permitiram localizar a residência do investigado, no bairro Aquidaban, e um depósito utilizado para armazenamento das bebidas falsificadas, situado no bairro Ferroviários. Ambos os bairros ficam situados em Cachoeiro de Itapemirim”, explicou o chefe da Delegacia Regional de Cachoeiro de Itapemirim, delegado Rômulo Carvalho Neto.

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, o suspeito confessou o crime e levou os policiais até o depósito. Peritos da PCIES, junto de um especialista da Abrabe, constataram a falsificação de diversas garrafas de marcas conhecidas. A confirmação da adulteração veio após exames preliminares. Tais adulterações apresentam risco à saúde.

Os policiais ainda cumpriram mandados de busca e apreensão na residência do suspeito, onde foram apreendidos dinheiro, aparelhos celulares, equipamentos de informática, adesivos da distribuidora clandestina e uma máquina de cartão.

“Em depoimento, o suspeito afirmou que adquiria as bebidas de um fornecedor em São Paulo, sem nota fiscal, e mesmo ciente da origem duvidosa, continuava a vendê-las devido ao baixo custo. Ele relatou vender, em média, 19 caixas por semana, cada uma contendo 12 garrafas, para consumidores e estabelecimentos do Sul do Espírito Santo”, disse o delegado Rômulo Carvalho Neto.

O suspeito foi conduzido à Delegacia Regional de Cachoeiro de Itapemirim e autuado em flagrante pela prática do crime previsto no artigo 272, §1º e §1-A do Código Penal Brasileiro, que trata da falsificação de produtos destinados ao consumo humano, cuja pena varia de 4 a 8 anos de reclusão.

Após os procedimentos de praxe, ele foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória de Cachoeiro de Itapemirim (CDPCI).

“A Polícia Civil do Espírito Santo reforça o alerta à população sobre os riscos à saúde causados pelo consumo de bebidas alcoólicas falsificadas e orienta que se desconfie de produtos vendidos a preços muito abaixo do valor de mercado”, concluiu o delegado.



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