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“Cores da Consciência” celebra mulheres negras no Mucane

De 14 de outubro a 15 de dezembro, a mostra reforça que celebrar a consciência negra é celebrar a vida, a arte e a liberdade

“Cores da Consciência” celebra mulheres negras no Mucane
- Elza Soares, uma das vozes mais potentes da música brasileira, é uma das mulheres negras homenageadas na exposição “Cores da Consciência”, no Mucane
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Agnes Moreira

Agnes Moreira Corrêa é estudante de Jornalismo na Faesa, com experiência em assessoria de comunicação, redação, rádio e TV. Atuou na Iá Comunicação, no Portal Espírito Santo Hoje e na TV Vitória, desenvolvendo pautas, matérias e conteúdos multiplataforma. Comunicativa e proativa, busca ampliar seus conhecimentos tanto no jornalismo digital quanto no telejornalismo, unindo inovação e prática jornalística.

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Há cores que contam histórias, revelam memórias e reafirmam existências. É com essa força que o Museu Capixaba do Negro (Mucane) abre, na terça-feira (14), a exposição “Cores da Consciência” — um encontro entre arte, ancestralidade e resistência que celebra mulheres negras que transformaram o Brasil e o Espírito Santo. Entre as expositoras estão Aline Amaral, Angelica Reckel, Gabriel Caetano Madeira e Rubens Barcellos. Sob a curadoria de Angelica Reckel e produção cultural de Déborah P. Corrêa, a mostra presta homenagem a mulheres negras que marcaram profundamente a história, a cultura e a luta por direitos no Brasil e no Espírito Santo.

Entre as homenageadas estão mulheres que abriram caminhos com coragem e sensibilidade: Djamila Ribeiro, referência intelectual e ativista feminista; Elza Soares, uma das vozes mais marcantes da música brasileira, que atravessou gerações e denunciou as dores do seu tempo; Verônica de Pas, importante figura da arte capixaba; Dandara dos Palmares, símbolo de resistência contra a escravidão; Alcione, ícone da música popular; Marielle Franco, vereadora e defensora dos direitos humanos brutalmente assassinada em 2018; e Carolina Maria de Jesus, escritora cuja obra se tornou símbolo da força e da inteligência das mulheres negras das periferias. Cada uma delas representa uma cor dessa consciência coletiva — feita de ancestralidade, força e beleza.

Mais do que um tributo a figuras históricas e contemporâneas, “Cores da Consciência” é um gesto de reconhecimento às mulheres que sustentam a vida em silêncio — aquelas que não aparecem nos livros, mas estão presentes em cada gesto de cuidado, acalento e resistência. São mães, avós, tias, vizinhas e amigas que constroem, todos os dias, as bases da comunidade e da memória afetiva. As obras expostas refletem não somente a grandeza das homenageadas, como também a força coletiva e ancestral que atravessa gerações, reafirmando a mulher negra como pilar vivo da história brasileira.

Ao reunir artistas negros em um espaço simbólico de resistência, o projeto consolida a importância de ocupar museus e instituições culturais com narrativas negras, plurais e libertadoras. A exposição reafirma seu papel como instrumento de valorização da cultura afro-brasileira e de combate ao racismo estrutural.

Para a curadora Angelica Reckel, a exposição é mais do que um recorte artístico — é um convite para enxergar o país por outras lentes:

“Cores da Consciência” é um convite para enxergarmos o Brasil com outros olhos — os olhos das mulheres negras que, com coragem e sabedoria, constroem e reinventam o país todos os dias”, afirma Angelica.

Com vídeo em Libras, audiodescrição das obras e peças táteis, a mostra também investe em acessibilidade e inclusão, ampliando o acesso de diferentes públicos à experiência estética e política proposta pelos artistas. 


Serviço

Exposição: Cores da Consciência

  • Abertura: Terça-feira (14), às 17h30
  • Período: De terça-feira (14) a 15 de dezembro de 2025
  • Local: Museu Capixaba do Negro (Mucane) — Vitória (ES)
  • Horário: Terça-feira a sexta-feira, das 9 horas às 17 horas; sábado, das 9 horas às 13 horas
  • Agendamento: coletivocoresdaconsciencia@gmail.com
  • Classificação: Livre
  • Entrada gratuita

A exposição “Cores da Consciência” reafirma que celebrar a consciência negra é celebrar a vida, a arte e a liberdade — princípios fundamentais para um Brasil mais justo e plural.

*Estagiária sob supervisão de Weslei Radavelli



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