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Polícia

Preso suspeito de golpes do falso advogado

Ação da Polícia Civil do Espírito Santo ocorreu no Ceará. Vítima chegou a pagar R$ 100 mil

Thalisson Felipe Nobre de Mendonça foi preso durante a operação
Foto de perfil de Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho é jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em 2007, e tem aproximadamente 20 anos de experiência na profissão. É repórter multimídia das editorias de Cidades e Polícia do Jornal A Tribuna, com reportagens também publicadas no portal Tribuna On-line. Escreve reportagens especiais semanais para a editoria de Polícia do Jornal A Tribuna. Tem experiências com apresentações de podcasts e videocasts, além da participação ao vivo em telejornais da TV Tribuna, em colaboração com apresentadores, em casos de repercussão. Na função de redatora, atuou por 9 anos em editorias como Polícia, Cidades, Economia e Política do jornal impresso.

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Uma operação da Polícia Civil do Espírito Santo, em conjunto com a Polícia Civil do Ceará, resultou na prisão de um homem de 25 anos, na Grande Fortaleza. A prisão, divulgada ontem, ocorreu no final de outubro e teve como alvo uma organização criminosa que aplicava o golpe do falso advogado.

Thalisson Felipe Nobre de Mendonça foi preso e Raylisson Alves Cavalcante, de 21 anos, é considerado foragido, de acordo com a Polícia Civil do Espírito Santo. Duas mulheres, uma de 19 anos e outra de 25, respondem em liberdade.

O titular da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos e delegado do Centro de Inteligência e Análise Telemática (Ciat), Guilherme Eugênio Rodrigues, explicou que os equipamentos usados no crime e os donos dos equipamentos foram identificados pela Polícia Civil do Estado.

“E isso nos levou até lá, no Ceará. Conseguimos identificar aqueles que efetivamente fizeram o contato com essas vítimas”, disse.

Guilherme Eugênio afirmou que o que se confirmou até agora é que em Maracanaú, na Grande Fortaleza, uma organização criminosa criou um “modelo de negócios” criminoso e começou a recrutar pessoas, com e sem histórico criminal para a prática desse crime.

No golpe, segundo o delegado, criminosos, fazendo pesquisas em base de dados do próprio poder judiciário ou mesmo em bases privadas identificam ganhadores de ações judiciais e qual foi o advogado que ajudou a vítima a ganhar uma ação na Justiça.

“Esses criminosos se passam pelo advogado que ajudou a vítima nessa batalha judicial. Eles fazem comunicados falsos, dirigidos às vítimas, dizendo que a ação foi ganha, como de fato foi. Só que condicionam o recebimento dos valores a elas devidos ao pagamento antecipado de quantias”.

Segundo o delegado, há casos em que os bandidos convencem as vítimas a pagar um valor que varia de R$ 1 mil a R$ 3 mil. Uma vítima específica pagou mais de R$ 100 mil nesse golpe.

“O bandido pega a foto do advogado, atribui a um novo perfil de WhatsApp e fala para a vítima que ele mudou de número. Infelizmente, muitas pessoas caem”.

O delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda, alertou para os cuidados.

“Quando receber a informação que você tem um dinheiro para receber na Justiça, você tem que entrar em contato com o seu advogado. Não se deixe levar por essas facilidades que eles oferecem”.


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