A alimentação do capixaba está mais cara, de acordo com levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O estudo indicou que Vitória teve a maior alta das cestas básicas do País entre 17 capitais, um aumento de 23,64% de 2018 para 2019, fechando o ano em R$ 499,23.

A doutora em economia Arilda Teixeira explica que a variação do valor entre as cestas básicas no País está ligada aos tributos referentes a cada estado. “A diferença dos preços da cesta básica entre as capitais está na tributação dos alimentos. Alguns estados possuem carga tributária menor do que os outros, o que altera o preço da cesta básica.”
O economista Mario Vasconcelos destaca que as taxas de transporte são determinantes para o aumento dos preços. “Vitória está sempre entre as mais caras do País nesse aspecto. Como trazemos muitos alimentos de fora, acabamos pagando taxas que encarecem o produto para o consumidor. Acredito que seja o fator principal para esse valor.”
O estudo da Dieese destaca que a carne bovina, o óleo de soja, a batata e o tomate foram os alimentos que tiveram maior variação em preço, principalmente em Vitória.

“O governo estadual precisa dialogar com os municípios para melhorar a logística e reduzir custos na vinda desses produtos de fora. E também incentivar a produção local. Linhas de crédito diferenciadas e renegociação de dívidas são possibilidades para aquecer o mercado interno e diminuir a demanda por produtos de outros estados.”
O estudo da Dieese também observou que, em dezembro de 2019, o salário mínimo necessário para manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 4.342,57. Atualmente, o salário mínimo no Brasil é de R$ 1.039.
