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“Violência sexual é terrível, mas a violência do aborto não se explica”, diz presidente da CNBB

O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, disse que o caso da menina de 10 anos encerra dois ...

Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo

Última atualização

Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo (Foto: Arquivo/AT)O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, disse que o caso da menina de 10 anos encerra dois crimes hediondos: a violência sexual e o aborto.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do arcebispo de Vitória, dom Dario Campos, disse por telefone que a opinião dele é a mesma emitida pela CNBB.

Dom Walmor disse ser lamentável presenciar aqueles que representam a lei e o Estado, com a missão de defender a vida, decidirem “pela morte de uma criança de apenas 5 meses, cuja mãe é uma menina de 10 anos”.

Segundo ele, o caso encerra dois crimes hediondos. “A violência sexual é terrível, mas a violência do aborto não se explica, diante de todos os recursos existentes e colocados à disposição para garantir a vida das duas crianças. As omissões, o silêncio e as vozes que se levantam a favor de tamanha violência exigem uma profunda reflexão sobre a concepção de ser humano”.

Em oração, dom Walmor pediu consolação a Deus para todos os envolvidos “nessa desafiadora e complexa situação existencial, que feriu de morte a infância, consternando todo o País”.

Para o presidente da CNBB, o precioso dom da vida precisa ser, incondicionalmente, respeitado e defendido. “Devemos ser humildes, reconhecendo as limitações humanas, e sempre compassivos. Sejamos sinais do amor de Deus”, defendeu.

SÃO MATEUS

Ao comentar o aborto da menina, o bispo de São Mateus, dom Paulo Bosi Dal’Bó, disse que “não se repara um mal com outro mal”. O bispo ressaltou que a Diocese de São Mateus não se omitiu diante do fato.

“Desde que tomamos conhecimento do caso, para não expor ainda mais a criança e sua família, fizemos todos os esforços necessários, através de vias legais, para tentar auxiliar da melhor forma possível e encontrar uma solução na qual se preservassem as duas vidas”.

Segundo o bispo, “a família da gestante foi visitada pessoalmente a fim de ser informada de todas as possibilidades de ajuda”.

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