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Capixaba lança disco com Vitão, Anitta e Ludmilla

“Esse disco vem para mostrar que o capixaba venceu”, diz, entusiasmado, o produtor Weslley Costa, 25, mais conhecido como WC no Beat, sobre seu 2º ...

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“Esse disco vem para mostrar que o capixaba venceu”, diz, entusiasmado, o produtor Weslley Costa, 25, mais conhecido como WC no Beat, sobre seu 2º álbum, “GRIFF” (Sony Music).

O trabalho, que chega às plataformas digitais hoje, às 21h, traz 33 participações, como Anitta, Pedro Sampaio, Dilsinho, Kevin o Chris, Ludmilla e Vitão.

"GRIFF” é o segundo álbum do capixaba WC no Beat e  chega às plataformas digitais nesta quinta-feira (20). (Foto: Divulgação/Gabriel Dias)“Foram dois anos de muito aprendizado, como artista e ser humano, trabalhando nesse CD. Para você botar 33 pessoas em um disco, todas têm que gostar de você e do seu trabalho. Fui conquistando meu espaço, com humildade e paciência”, salienta ele, que lança amanhã o clipe de “Cheguei”, com Karol Conka, MC Rebecca, MC Zaac e o angolano Preto Show.

Natural de Vitória, WC é precursor do trap funk, estilo que mistura o subgênero do rap com o batidão das comunidades. Apenas seus últimos singles “Balança”, “Sem Limites” e “Festinha do WC” somam 46 milhões de acessos no YouTube.

A vontade de trabalhar com música teve início aos 9 anos, após um primo deixar programas de produção musical em seu computador. “Fiz disso meu joguinho, em vez de ficar nos joguinhos da internet. Não sei tocar um violão ou uma guitarra, mas, se me der uma música, eu vou produzir”, afirma.

O artista vive há seis anos no Rio. Por lá, trabalhou com Marcelo D2 e depois assinou com a Medellin Records, gravadora pela qual também lançou seu 1º disco, “18K” (2018).

“Tive que abdicar de muita coisa para conquistar o meu sonho. No Espírito Santo, eu não tinha conforto, não tinha um lugar bacana para morar, mas sempre fui batalhador, e tudo isso é fruto da minha dedicação”, diz ele, mostrando que segue à risca o lema “trabalha e confia”, presente na bandeira do Estado.

“Sempre carreguei o Espírito Santo comigo”

AT2 Quando viu que estava no caminho certo?

WC no Beat Quando lancei meu primeiro álbum, “18K”. No momento certo, tive a oportunidade certa, abracei e me tornei o artista que sou hoje.

É conhecido por WC no Beat ou apenas “W”. Alguém ainda te chama de Weslley?

Minha esposa, quando está brava! (Risos) Mas só! Todos os familiares já me chamam de W, que nasceu a partir de um bordão em música que criei com o Felp 22. Foi ele, inclusive, que me ajudou a me portar como artista.

Você se destacou nacionalmente com fusão de funk e rap. Sempre produziu esse estilo?

Produzo trap funk desde 2012, quando fazia remixes. Fiz remix da Anitta que tocou no Brasil inteiro. Mas ainda não era o trap funk que faço hoje. Vim do funk e me formei no rap. Não adianta fazer trap funk sem ter essas vivências. Você tem que ter noção de como misturar os dois para fazer algo que soe bem.

Para o novo CD, chamou artistas de outros ritmos, como Dilsinho e Vitão. Quer ir além?

O Dilsinho, por exemplo, conheço há algum tempo e sempre tive vontade de fazer um som com ele, mas precisei me aprimorar para trazê-lo para o meu mundo.

Queria que o “GRIFF” soasse fora da caixa. Tem outras culturas nesse CD também, artistas internacionais, o que deixa muito diferente do “18K”, e mostra minha evolução. Estou quebrando barreiras para aparecer com meu estilo.

Quais participações foram a realização de um sonho?

Realizei muitos sonhos nesse disco! Trouxe esses nomes para trazer um conceito de grife. É como se você olhasse uma marca e soubesse a excelência do produto antes mesmo de vê-lo. Pensei em todos os ouvidos e públicos. Tem que ter ousadia para trazer tantos nomes.

E qual foi o maior desafio?

Foi gravar as vozes, porque a criação das batidas estava na minha mão. Às vezes, tinha que sair às 4 da manhã do Rio para ir a São Paulo para gravar voz e voltar no mesmo dia. Quase todas foram feitas presencialmente. Entreguei 97% do projeto antes da pandemia.

O disco foi totalmente misturado, botei todo meu amor em cada participação e todos eles tiraram muita onda. As mulheres, principalmente, vieram com a caneta de ouro. Foi bizarro vê-las com tanta aptidão de entregar um material grandioso.

O disco era para ter saído em março. A pandemia atrapalhou?

Sim. Tem o lado ruim e o bom. O ruim é por conta de tudo que vem acontecendo, é um momento delicado. O lado bom é que consegui lapidar o projeto como se fosse uma joia e, neste momento, as pessoas estão sedentas por música. É histórico lançar um CD na pandemia!

Mas sinto que essa loucura vai acabar logo e, quando voltarem os shows de fato, vou estar com disco novo e vai ter show no Espírito Santo! Quando é aí, sempre me encarrego de levar um supershow, porque é onde estão meus amigos e família, então preciso fazer bonito!

Esse álbum carrega algo do Espírito Santo?

Sempre carreguei o Espírito Santo comigo. Fiz 6 shows nos Estados Unidos no ano passado e levei a bandeira do Estado. Esse disco vem para mostrar que o capixaba venceu e que posso ser inspiração para todos que querem seguir na música. E Budah, Dudu, VK e Cesar MC estão seguindo o mesmo caminho, estão saindo de seu conforto para buscar um conforto.

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