Parados há quase seis meses, devido à pandemia de Covid-19, empresários e produtores de entretenimento já se preparam para voltar com atividades, de olho no próximo verão.
O setor, que aguarda posicionamento do governo do Estado para autorização de shows e eventos em boates, elaborou um protocolo de medidas sanitárias para garantir um retorno com segurança.

Atuando no mercado do entretenimento capixaba há quase 30 anos, o empresário Pablo Pacheco afirma já estar preparado para a volta dos eventos.
“Existe uma programação para o verão. Todos os empresários já têm reserva de datas com artistas. É uma programação que está sendo negociada, mas dependemos da autorização do governo”, explicou o empresário.
Como o protocolo ainda não foi analisado pelo governo, o setor, composto por casas noturnas, de shows e espetáculos, além de trabalhadores e fornecedores, decidiu criar, ontem, um movimento nas redes sociais chamado #JuntosPeloEntretenimentoES.
“Fizemos 10 reuniões com o governo e não tivemos resposta. Estamos chegando ao 6º mês sem trabalhar e, por isso, fizemos esse manifesto online. Nossa expectativa é de que consigamos voltar a trabalhar no verão”, disse Eduardo Pagani, da Brava Entretenimento.
A produtora de camarins e uma das organizadoras do grupo “SOS Graxa”, criado para ajudar profissionais da área que estão sem renda, Juliana Barbosa, conta que 25 mil trabalhadores estão sendo prejudicadas no Estado pela não retomada dos eventos.
O empresário Pedro Paulo Moyses explica que a categoria deseja ser ouvida. “Queremos levantar a bandeira do #Juntospeloentretenimento, pois estamos nos sentindo abandonados pelo Estado”.
Por meio de nota, o governo do Estado disse que a discussão dos protocolos para a retomada do setor de eventos segue na pauta de discussões do grupo de trabalho formado pelas Secretarias de Cultura, Turismo e Saúde.
Perda de 800 eventos na pandemia
Durante o período de pandemia do novo coronavírus, pelo menos 800 eventos deixaram de acontecer em todo o Estado.
A informação foi confirmada por empresários capixabas, que atuam no ramo do entretenimento, ouvidos pela reportagem de A Tribuna.
Além disso, segundo uma pesquisa feita pela Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape), 92% dos profissionais de eventos sentiram gravemente o impacto econômico da pandemia, com a estimativa de que mais de 3 milhões de trabalhadores formais e informais estejam sem renda neste momento no País.
No Espírito Santo, o grupo chamado “SOS Graxa”, criado para ajudar profissionais da área de entretenimento, beneficia com cestas básicas 300 pessoas.