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Coronavírus

Empresas lançam roupas com promessa de evitar vírus

O setor da moda também vem se mobilizando na luta contra a Covid-19. Com o objetivo de conter a transmissão do vírus Sars-CoV-2, empresas de ...

Produção de fios de poliamida para roupas (destaque) com substâncias que inativariam o vírus, reduzindo riscos

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Produção de fios de poliamida para roupas (destaque) com substâncias  que inativariam o vírus, reduzindo riscos (Foto: Divulgação)

O setor da moda também vem se mobilizando na luta contra a Covid-19. Com o objetivo de conter a transmissão do vírus Sars-CoV-2, empresas de tecnologia e tecelagem começaram a produzir tecidos com capacidade antiviral e antibacteriana, que prometem proteção ao novo coronavírus.

Uma delas foi a empresa Rhodia, pertencente ao Grupo Solvay, que criou um fio têxtil de poliamida antiviral e antibacteriano, chamado de Amni® Virus-Bac OFF.

Segundo a empresa, o produto oferece proteção contra bactérias e vírus, incluindo os vírus envelopados, como é classificado o da Covid-19. A tecnologia foi testada conforme a norma ISO 18184, que regula produtos têxteis antivirais.

“É uma proteção adicional que nos ajuda a ter mais tranquilidade em transitar neste momento de reabertura das cidades, ao evitar que a nossa roupa e sapatos sejam um veículo de transmissão de vírus e bactérias”, afirmou o gerente comercial de poliamida e fibras do Grupo Solvay, Marcello Bathe.

A loja Track&Field do Shopping Vila Velha utilizará essa tecnologia. “A previsão é que em outubro haja o lançamento das roupas com a substância na nossa loja”, afirmou o gerente, Rafael Ghisolfi.

A loja Malwee Kids do Shopping Vila Velha também está usando uma aplicação antiviral e antibacteriana, mas, a partir da tecnologia HeiQ Viroblock NP J03. De acordo com a proprietária, Verônica Romanelli, daqui a uma semana o produto chegará na loja.

“É uma tecnologia superimportante, porque daqui a pouco as escolas irão voltar a funcionar e as crianças terão de ir mais para a rua”, disse Verônica.

Apesar disso, a infectologista Raquel Stucchi, consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), em entrevista à Revista Galileu, disse que há pouco conhecimento entre a comunidade científica sobre como o Sars-CoV-2 age nas roupas.

“Além disso, às vezes, elas podem dar uma falsa sensação de segurança, fazendo com que as pessoas diminuam os cuidados essenciais”, alertou.

Cuidados com higiene e uso de máscara permanecem

Mesmo com o uso de roupas com substâncias antivirais e antibacterianas, que prometem proteção ao novo coronavírus, especialistas alertam que os cuidados como distanciamento social, higienização das mãos e uso de máscara devem continuar.

Segundo o infectologista Moacir Soprani, o vírus pode ficar no tecido por tempo variável, dependendo do tipo de pano. Para ele, se a nova tecnologia realmente for efetiva, seria mais uma das formas de eliminar o vírus e de reduzir o contágio.

“Roupas com tecidos que protegem e matam o vírus seriam interessantes apenas no uso e manuseio das roupas. Todos os cuidados de higiene e uso de máscaras devem continuar, pois o contágio pode ser pelo contato das mãos contaminadas, e já está bem definido que pode ser também pelo ar, dependendo de aglomerações ou desrespeito ao distanciamento”.

Para a infectologista Raquel Stucchi, consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), mesmo ao usar esses produtos, as pessoas precisam seguir todas as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).


Saiba mais 


Fio têxtil de poliamida

  • Chamado de Amni Virus-Bac OFF, o produto age contra a ação de vírus e bactérias, incluindo os vírus envelopados, como é classificado o novo coronavírus.

  • Foi desenvolvido no Brasil pela Rhodia, empresa do Grupo Solvay.

  • O agente antiviral presente no fio de poliamida tem afinidade eletrônica com regiões de proteínas da estrutura externa do vírus, impedindo a hospedagem em células humanas. Além disso, o agente antiviral rompe a gordura dos vírus envelopados.

Partículas de sal de prata

  • Chamado de HeiQ Viroblock NP J03.

  • Como um ímã, os íons de prata atraem os vírus, que são estruturas carregadas com cargas opostas, e ligam-se permanentemente aos grupos de enxofre, inativando o vírus.

  • Depois, uma vesícula de gordura esférica age diretamente junto à camada protetora lipídica que envolve o vírus, destruindo a membrana protetora e o próprio vírus.

Fonte: Empresas consultadas.

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