Além de enfrentar ônibus lotado mesmo durante a pandemia, os passageiros que utilizam o transporte público na Grande Vitória estão encarando mais um grande problema: o atraso por conta das paralisações.
Nos os últimos meses, diversos protestos de motoristas e cobradores atingiram diretamente mais de 36 mil passageiros de Vila Velha, Vitória e Cariacica. As paralisações acontecem em empresas diferentes, mas envolvem o mesmo problema: o atraso no salário dos funcionários.
Nesta segunda (24), foi a vez dos rodoviários das empresas Praia Sol e Vereda cruzarem os braços em Vila Velha. Nenhum ônibus saiu da garagem até as 7 horas, resultando em lotação, fila e longa espera nos terminais do município. Ao todo, 57 linhas deixaram de circular, atrasando a rotina de 30 mil pessoas.
De acordo com o diretor do Sindicato dos Rodoviários do Estado (Sindirodoviários-ES), Miguel Leite, o protesto nas duas empresas foi em solidariedade aos trabalhadores da viação Metropolitana, que estão em paralisação desde a última quarta-feira.
Na Metropolitana, o salário que era para ter sido pago no 5º dia útil deste mês continua atrasado, segundo o sindicato.
Já o Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano da Grande Vitória (GVBus) conseguiu na Justiça liminar obrigando a circulação de 60% da frota de ônibus. Segundo o GVBus, essa decisão foi desrespeitada na manhã de ontem pelos grevistas, já que nenhum veículo circulou de manhã.
Em nota, o GVBus disse que a empresa “continua em negociação com o Sindirodoviários para resolver o problema”, sem dar uma data de quando o salário será pago. Com isso, a paralisação vai continuar com os funcionários da viação Metropolitana, segundo o Sindirodoviários.
Os passageiros dos ônibus municipais de Vitória também estão sendo prejudicados desde o início da pandemia.
Na semana passada, os rodoviários da viação Tabuazeiro cruzaram os braços para reivindicar o pagamento do salário e do ticket alimentação, que estão atrasados. Foi o segundo movimento durante a pandemia. No primeiro, os ônibus ficaram mais de oito dias parados. A viação é responsável por operar 27 linhas na capital.
