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Rajada de vento derruba piloto de parapente no Sul do Estado

Uma rajada de vento derrubou um piloto de parapente de 49 anos logo após decolagem na Rampa do Mirante, situada às margens da Rodovia ES-164, em ...

Rampa do Mirante fica localizada em Vargem Alta

Última atualização

Uma rajada de vento derrubou um piloto de parapente de 49 anos logo após decolagem na Rampa do Mirante, situada às margens da Rodovia ES-164, em Vargem Alta, Região Serrana do Espírito Santo. 

O piloto, que é morador de Alegre, no Caparaó, caiu sobre as árvores e sofreu escoriações pelo corpo. O acidente foi na tarde desta segunda-feira (24). Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado para o Hospital Unimed, em Cachoeiro, onde permanece internado.

Rampa do Mirante fica localizada em Vargem Alta (Foto: Arquivo/Alessandro de Paula)Amigos do piloto informaram que ele vai precisar passar por um processo cirúrgico. Mas seu estado de saúde não foi informado pelo hospital a pedido dos familiares.

Um amigo que acompanhava a decolagem informou para os bombeiros que o piloto, no momento de decolar, percebeu que as condições do tempo não estavam ideais e tentou retornar, porém ele foi atingido pela rajada de ventos, subiu 30 metros e foi lançado sobre as árvores.

Para o piloto profissional Samuel Almeida de Souza, que está na atividade há 26 anos, o acidente pode ter sido resultado de uma falha técnica do equipamento e não pela condição climática.

Ele levantou junto aos colegas que presenciaram o acidente que o piloto acidentado tentou abortar a decolagem por algum motivo, provavelmente, por algum problema no equipamento e não conseguiu.

“O colapso ocorrido na asa é uma anomalia chamada front. Ela pode ser causada por dois motivos: ângulo incorreto da asa em relação ao ar ou eventual turbulência atmosférica, como descente térmica, ou rotores causados por obstáculos próximos”, explica.

Samuel relatou que durante seu tempo de voo viu no máximo umas duas vezes essas condições climáticas raras. “Nesse tempo, percebi esse tipo de ocorrência de forma muito rara, sendo que nestes casos não ocorreu qualquer aviso ou previsão meteorológica antecipada. Por isso, tratam-se de fenômenos raríssimos”, destacou.

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