Uma operação, deflagrada na manhã desta sexta-feira (21), apura a prática de supostas irregularidades na Associação de Filhos do Pai Eterno (Afipe), liderada pelo Padre Robson de Oliveira Pereira. De acordo com o Ministério Público de Goiás, a entidade pode ter movimentado cerca de R$ 2 bilhões, nos últimos dez anos.
A entidade é responsável pelo Santuário Basília de Trindade, localizado na Região Metropolitana de Goiânia, e é conhecida como a “capital da fé”.
A operação desta sexta foi chamada de “Vendilhões” e busca investigar crimes de apropriação indébita, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos, sonegação fiscal e associação criminosa.
Segundo o Ministério Público, a ação começou depois que Padre Robson foi extorquido por um hacker, que ameaçava revelar um suposto caso amoroso do religioso. Robson chegou a pagar R$ 2 milhões – recursos retirados das contras a Associação – para que o caso não fosse revelado. As mensagens, na verdade, eram falsas.
Ainda segundo o MP, boa tarde dos valores movimentados nas contas da associação eram de doações para a construção da nova basílica da cidade. Estas doações, no entanto, não tinham vínculo com questões religiosas, mas sim com outros negócios como a compra de imóveis, propriedades rurais, cabeças de gado e emissoras de rádio.
Em nota, a Afipe declarou que está “está atenta ao trabalho do Ministério Público, espera que tudo seja apurado o mais breve possível e se coloca à disposição para colaborar com a Justiça”.
O Ministério Público chegou a pedir a prisão de Padre Robson, mas o pedido foi negado pela Justiça.
