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“Maioria das escolas privadas vai ter resultado este ano”, afirma sindicato

Na rede privada, a maioria das escolas deve ter o resultado este ano e encerrar o calendário letivo até o dia 23 de dezembro para que os estudantes ...

Eduardo Costa disse que o foco não é a questão da aprovação, mas sim, a garantia de aprendizado

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Na rede privada, a maioria das escolas deve ter o resultado este ano e encerrar o calendário letivo até o dia 23 de dezembro para que os estudantes aproveitem as merecidas férias.

Mas o vice-presidente do Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo (Sinepe), Eduardo Costa Gomes, ressaltou que o foco não é a questão da aprovação, mas sim a garantia de aprendizado.

Eduardo Costa disse que o foco não é a questão da aprovação, mas sim, a garantia de aprendizado (Foto: Leone Iglesias - 11/10/2018)

A Tribuna – Como fica o calendário escolar na rede privada?
Eduardo Costa Gomes – A princípio, ao que tudo indica, o encerramento do ano para muitas escolas será até o dia 23 de dezembro, principalmente as escolas do ensino médio e fundamental II. Como tiveram melhor aproveitamento com a atividade remota terão maior facilidade do fechamento do ano.

A Tribuna – E a situação do infantil?
Eduardo Costa Gomes – Essa é a nossa maior incógnita, sobre como vai acontecer. Nossa expectativa é que as escolas trabalhem com diversas opções de reposição de calendário e de ofertas de serviços para os pais.

Imaginamos que muitas terão um pequeno recesso ao final do ano e terão uma oferta em janeiro, especialmente as escolas exclusivas. Lembrando sempre que isso é autonomia da instituição, mas é uma estratégia possível, claro, sendo facultado às famílias.

A Tribuna – Como fica a situação dos alunos do ensino fundamental I que tiveram aulas remotas desde o início da pandemia?
Eduardo Costa Gomes – Não se pode generalizar como será no caso desse segmento. O fundamental I, para a composição da carga horária obrigatória de ano, precisa entender o quanto de horas foi praticado com o ensino remoto e quanto de horas precisa ser cumprida ao longo do ano depois do retorno.

O retorno presencial não excluirá o ensino remoto. É um processo, tem muita coisa no meio. O calendário, para ser definido, precisa ser considerado nas minúcias, como o uso de sábado e outras estratégias. É preciso cumprir 800 horas anuais. Cada escola vai ter de olhar para isso e fazer a conta.

A Tribuna – Mas aquela escola que estava estruturada, que começou com as aulas no início da pandemia, a situação é mais confortável para os alunos, certo?
Eduardo Costa Gomes – Ela tem validade das horas praticadas, mas muitas escolas não fizeram a carga horária como se fosse presencial. O fundamental II e o médio conseguiram avançar com mais horas de aula. Os outros segmentos, o infantil e fundamental I, a grande maioria não conseguiu. Mas, claro, a instituição que fez a carga horária tem validade para sustentar um calendário oficial.

A Tribuna – As avaliações remotas feitas pelas escolas irão servir para comprovar a aprendizagem?
Eduardo Costa Gomes – O Conselho Estadual de Educação ainda não se pronunciou de que forma isso irá acontecer. O decreto da suspensão das aulas nos permite fazer a preparação das testagens, dos diagnósticos, e que essas avaliações seriam validadas ao retorno, ou seja, existe um processo extremamente complexo sendo avaliado.

Pois, qual é a certeza que o instrumento de avaliação remota é efetivo para aferir a aprendizagem? Pego o exemplo dos alunos com idades mais desafiadoras: 10, 11, 12 anos, quem garante que esse aluno não estava no grupo de WhatsApp trabalhando em conjunto com os colegas, se for uma prova objetiva? 

A Tribuna – É possível que os alunos tenham que fazer uma avaliação presencial, mesmo aqueles que já fizeram as avaliações remotas, para provar a aprendizagem?
Eduardo Costa Gomes – Só o Conselho Estadual que vai dizer isso. Sobre a avaliação, a gente entende que é um processo extremamente complicado porque avaliação não é nota. Avaliação de aprendizado. Então, isso tudo precisa ser melhor detalhado sobre as possibilidades pelo Conselho para que as escolas tenham um guia de como elas devem cumprir com isso.

Basicamente, muitas escolas estão fazendo as suas avaliações, sejam elas de notas ou diagnósticas para identificar o momento em que o aluno está e orientar o trabalho. Porém, no retorno presencial será necessário aferir essas avaliações para que a gente tenha certeza do momento que esse aluno está.

A Tribuna – Mas a maioria das escolas vai ter resultado este ano?
Eduardo Costa Gomes – A maioria das escolas vai ter resultado este ano. A maioria esmagadora, mais de 95% das escolas, têm desenvolvido estratégias do ensino remoto. Porém, quero frisar que a maior preocupação das escolas nesse momento não é aprovação, mas sim garantia de aprendizado.

Eduardo Costa Gomes – No caso do ensino médio, há previsão dos alunos entrarem de férias e terem reforço em janeiro para prepará-los para o Enem?
Eduardo Costa Gomes – O médio deve finalizar o ano junto com os outros segmentos, mas eles continuarão sendo assistidos. Eles terão um recesso pequeno e param só depois do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

Família na expectativa

O administrador Fernando Batalha, 39, a jornalista Grazieli Esposti, 38, e os filhos Bernardo, de 9 anos, e Henrique, de 6 (Foto: Camilla Baptistin/Divulgação)Pensando na família e no cuidado com o próximo, o administrador Fernando Batalha, 39, a jornalista Grazieli Esposti, 38, e os filhos Bernardo, de 9 anos, e Henrique, de 6, estão em quarentena desde o início da pandemia.

O casal já decidiu que, a partir do momento em que o governo liberar o retorno das aulas presenciais, seguindo todos os protocolos de segurança, os filhos, que estudam na rede privada, voltarão para a sala de aula.

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