Em seu relatório mais recente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que há 165 vacinas sendo desenvolvidas. Dessas, 26 estão em avaliação clínica, ou seja, iniciaram testes em seres humanos.
São cerca de 90 mil voluntários, por enquanto, que vão receber as doses. Seis das vacinas estão na fase 3, a última. As outras 139 estão em um momento inicial, de identificar o agente causador e realizar testes em animais, como camundongos.
Duas das vacinas em estágio mais avançado contam com a participação de instituições brasileiras. O Instituto Butantã trabalha no desenvolvimento junto à farmacêutica chinesa Sinovac para produção e testes. O Instituto de Infectologia Emílio Ribas iniciou os testes dessa vacina na quinta-feira.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na semana passada mais um ensaio clínico para verificar a eficácia de duas novas vacinas contra o vírus.
A BNT162b1 e a BNT162b2 serão testadas em um mesmo estudo e estão sendo desenvolvidas pelas empresas BioNTech e Pfizer.
As plataformas que estão sendo utilizadas para desenvolvimento da vacina são divididas em quatro categorias. A busca a partir do vírus inativo é a mais tradicional. O vírus passa por processos de mutação até se tornar incapaz de causar a doença. Há a forma de obter a cura por vírus atenuado também, cuja a diferença é que ele ainda contém agentes infecciosos vivos, mas enfraquecidos, incapazes de contaminar um ser humano.
A segunda forma é o vetor-viral (replicante e não replicante). Parte do vírus é coletada e modificada geneticamente para produzir proteínas do coronavírus. A diferença entre eles é que um pode se replicar nas células e o outro não.
Outra forma de obtenção da vacina é por ácido nucleico (DNA ou RNA). Envolve apenas o material genético e não o vírus.
Ainda não possui eficácia comprovada no mercado. O ácido nucleico codifica a proteína do vírus para inativá-lo. Também existe a tentativa por subunidade de proteína. É a que possui mais estudos. Ele atua no processo de entrada do vírus na célula, como se fosse uma membrana que impedirá que o vírus grude na célula.