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Economia

Liberada compra de ações das maiores empresas do mundo

Ser acionista de empresas como Apple, Google, Amazon, Netflix, Zoom, Microsoft, Facebook, Coca-Cola, Visa, Tesla e Pfizer não precisa mais ser um ...

Sede da Apple na Irlanda: até agora o acesso a ações da companhia era restrito a investidores qualificados

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Sede da Apple na Irlanda: até agora o acesso a ações da  companhia  era restrito a  investidores qualificados (Foto: Divulgação)

Ser acionista de empresas como Apple, Google, Amazon, Netflix, Zoom, Microsoft, Facebook, Coca-Cola, Visa, Tesla e Pfizer não precisa mais ser um sonho. Devido a uma nova resolução da Comissão de Valores Imobiliários, que entra em vigor na próxima terça-feira, será possível para o pequeno investidor transformar esse desejo em realidade.

Romero Oliveira, especialista em renda variável da Valor Investimentos, explicou que esse tipo de ativo era restrito a investidor qualificado, que é aquele que tem pelo menos um milhão investido em ativos e reconhece que é investidor qualificado. Outra opção seria abrir uma conta no exterior para fazer o investimento.

Com a mudança, a aquisição de ações se dará por meio de Brazilian Depositary Receipts (BDRs), que são certificados que representam ações emitidos por empresas no exterior. “Como essas ações de fora não são listadas na bolsa brasileira, a única maneira de comprá-las aqui é adquirindo esse recibo”.

Contudo, para que um BDR seja negociado na B3, é preciso que a instituição depositária compre as ações das empresas no exterior. “A CVM, que é o órgão regulador, mudou a regulação. O investidor de varejo vai poder comprar BDR. Agora está nas mãos da B3 permitir que isso aconteça, o que deve demorar um ou dois meses”.

Ele explicou que isso abre portas para o investidor apostar em gigantes da tecnologia e até mesmo em empresas de biotecnologia que estão trabalhando para desenvolver a vacina contra a Covid-19, por exemplo.

Segundo ele, os riscos inerentes a esse tipo de investimento são o da desvalorização das ações ou do dólar. Já que as ações são negociadas na bolsa brasileira em dólar.

Lélio Monteiro de Souza Júnior, sócio-fundador da Pedra Azul Investimentos, destacou que a mudança é um avanço.

“Ela torna muito mais democrático o acesso a investimentos no exterior e traz um amadurecimento das regras. A diversificação é importante, o mundo inteiro faz isso. Os americanos e europeus não investem só no próprio país”.

O investimento poderá ser feito por meio de corretoras ou dos bancos que oferecerão o serviço.


Saiba mais


O que mudou?

  • O pequeno investidor não pode comprar ações de empresas no exterior por meio da bolsa de valores brasileira. Essa aquisição só é possível para investidores qualificados, que são aqueles que possuem mais de um milhão em ativos.

  • porém, com uma nova resolução da Comissão de Valores Imobiliários (CVM), a partir da próxima terça-feira essa realidade muda. O pequeno investidor também poderá fazer a aquisição de ações de empresas do exterior, por meio de Brazilian Depositary Receipts (BDRs).

O que são BDRs?

  • Brazilian Depositary Receipts (BDRs) são recibos de compra de ações emitidos por empresas no exterior. Eles são negociados na bolsa por meio de códigos.

  • Ao todo, há cerca de 550 BDR listados na bolsa. Entre as empresas disponíveis estão Johnson & Johnson, Mastercard, Walt Disney, Bank of America, PayPal, Adobe, Apple, Google, Amazon, Netflix, Zoom, Microsoft, Facebook, Coca-Cola, Visa, Tesla e Pfizer.

Como investir

  • Embora a regulamentação para que o pequeno investidor possa apostar em empresas no exterior por meio da bolsa brasileira entre em vigor na próxima terça, a B3 ainda se prepara para disponibilizar o serviço. A estimativa é de que ele esteja disponível em até dois meses.

  • A partir da disponibilização do serviço, o investidor vai poder investir por meio de sua conta em um banco ou corretora de valores. Ele entra no sistema da instituição e usando o código do BDR faz a aquisição pelo Home Broker. O código referente a cada empresa é listado na própria bolsa http://www.b3.com.br.

Riscos

  • Os riscos de investir em BDR são a desvalorização da ação adquirida e do dólar. Como são empresas consolidadas, dificilmente irão à falência ou algo do tipo.

Fonte: Lélio Monteiro de Souza Júnior, Romero Oliveira, B3, CVM e pesquisa AT.

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