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Economia

Greve ameaça deixar postos do Estado sem combustível em até duas semanas

Os postos do Espírito Santo correm o risco de ficar sem combustível em até duas semanas, em decorrência da greve dos petroleiros, que já atinge 13 ...

Greve dos petroleiros pode impactar no fornecimento de combustível

Última atualização

Greve dos petroleiros pode impactar no fornecimento de combustível (Foto: Leone Iglesias / AT)

Os postos do Espírito Santo correm o risco de ficar sem combustível em até duas semanas, em decorrência da greve dos petroleiros, que já atinge 13 estados e caminha para o 11º dia.

No Estado, trabalhadores estão paralisados desde a semana passada. O movimento, porém, ganhou força ao longo do fim de semana, quando operadores do Terminal Aquaviário da Petrobras em Vitória – que recebe os combustíveis pelo Porto de Tubarão – aderiram à greve.

Nesta segunda, trabalhadores da manutenção e do escritório do terminal também aderiram ao movimento, de acordo com informações da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que coordena a greve junto aos sindicatos da categoria.

Até o momento, o abastecimento ocorre normalmente, conforme a Petrobras. A estatal informou, em nota, que “as unidades estão operando em condições adequadas de segurança, com reforço de equipes de contingência e não há impacto na produção.”

A greve dos petroleiros, entretanto, ainda não tem prazo para ser encerrada. E, caso a paralisação continue no Estado, a previsão é de que a população enfrente dificuldade para abastecer seus veículos já no fim da próxima semana, segundo o Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro-ES).

“Um navio descarregou uma carga de combustível há poucos dias, então o risco não é imediato. Mas o terminal está sendo operado somente por uma equipe contingencial, contratada emergencialmente pela Petrobras. É uma equipe muito reduzida, e a situação vai se complicar nos próximos dias com mais navios chegando. É possível que alguns não consigam descarregar”, explicou o coordenador do Sindipetro-ES, Valnisio Hoffman.

No dia 4, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que 90% dos petroleiros da Petrobras sigam trabalhando durante greve, sob risco de multa diária entre R$ 250 mil e R$ 500 mil aos sindicatos que descumprirem a regra.

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