
“Não sabemos por quanto tempo teremos os efeitos dessa crise. Estamos trabalhando para que o Congresso Nacional vote o projeto de ajuda aos estados e municípios. Como eu tenho falado, só o governo federal pode emitir dinheiro. No Estado, se o dinheiro que temos acabar, vamos começar a atrasar nossos compromissos”, afirmou em coletiva virtual na noite de ontem.
O governo do Estado tem mais de 92 mil servidores públicos, entre inativos, pensionistas e profissionais em atividade.
Está em análise no Senado o pacote de auxílio aprovado pela Câmara, com custo de R$ 89,6 bilhões, que prevê que a União compense estados e municípios por perdas na arrecadação de ICMS e ISS.
“Já determinados 15% de corte de custeio, vamos renegociar contratos e tomar diversas medidas. É importante para que a gente não entre em colapso com as nossas contas”, disse o governador.
A Secretaria da Fazenda (Sefaz) informou que registrou uma redução de cerca de 40% na emissão de notas fiscais eletrônicas, se comparado os períodos entre a semana anterior e a semana posterior do início da quarentena.
Também no mesmo período houve uma redução de 85% no uso de transporte de passageiros, uma queda de cerca de 10% do consumo de energia elétrica, além de uma queda considerável no consumo e nos preços de combustíveis no Estado.
Por nota, a assessoria acrescentou ainda que estão sendo avaliados permanentemente os cenários, e será importante o ingresso da arrecadação do mês em curso, ou seja, abril, para avaliar com precisão os primeiros efeitos fiscais da pandemia.