Enquanto as atenções se voltam para a pandemia de coronavírus, o mosquito Aedes aegypti vem agindo silenciosamente em Cachoeiro de Itapemirim, região Sul do Estado. Somente este ano, foram confirmados 1.276 casos de dengue, 473 de chinkungunya e notificados 26 casos suspeitos de zika, doenças transmitidas pelo inseto.
Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde. Segundo o órgão, os bairros com maior índice de notificações são Abelardo Machado, Aeroporto, Boa Vista, Coramara, Gilson Carone, Nova Brasília, Novo Parque e Rui Pinto Bandeira.

“As doenças causadas pelo Aedes aegypti são tão perigosas quanto o coronavírus, por isso temos intensificado os trabalhos combativos e incentivamos a população para prosseguir nessa luta também”, ressalta a secretária de Saúde de Cachoeiro, Luciara Botelho.
Segundo a secretária, além de trabalho de conscientização, as localidades com maior número de notificações também tem recebido visita de equipes que fazem aplicação de inseticida por bomba costal motorizada, com o objetivo de alcançar locais onde a moto fumacê não chega.
A Vigilância Ambiental alertou que 76% dos focos do mosquito Aedes aegypti encontrados pelos agentes, em Cachoeiro, estavam em residências.
Por isso, de acordo com o órgão, é necessária a eliminação de locais que acumulem água, como copos plásticos, garrafas pet, tampinhas, sacolas e latas, além de cobrir caixas d’água, fechar ralos poucos utilizados, manter calhas limpas, lixeiras tampadas e virar garrafas com a boca para baixo.