As cenas da destruição causadas pelas fortes chuvas no Estado no fim do ano passado e no início deste ano continuam visíveis em trechos da BR-262. Buracos ou deslizamentos de terras invadem acostamentos e parcialmente as pistas, gerando sensação de insegurança para motoristas.
A reportagem de A Tribuna voltou a circular na rodovia federal, entre Viana e Domingos Martins, ontem, e viu vários pontos de destruição entre os quilômetros 27 e 35.
No km 27, um deslizamento de terra invade a pista dupla de um trecho onde a ultrapassagem é permitida, para quem desce de Domingos Martins.
Próximo ao km 33, um buraco que ocupa o acostamento e uma pequena parte da pista pode surpreender o motorista que sobe para a região serrana. Já no km 35, um deslizamento de terra invade parte da pista para quem desce de Domingos Martins.
Os problemas nesse trecho começaram no dia 14 de novembro do ano passado, quando foram registrados 53 pontos de deslizamentos na rodovia.
No dia 22 de novembro, o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Estado, Romeu Scheibe Neto, afirmou que uma empresa seria contratada de forma emergencial para realizar obras na rodovia e que a partir daí o prazo seria de seis meses para conclusão das obras para “contenção das encostas e evitar que uma pista se rompa”.
No domingo (26), o jornal A Tribuna tentou contato com o superintendente e com o Dnit, mas não obteve resposta. A reportagem também não viu homens trabalhando em obras.
“Está muito perigoso e faltando sinalização melhor. Descendo de Pedra Azul, a gente viu trechos com buracos”, afirmou a contadora Fabiana Rodrigues, 37.
Os vendedores Fabrício Julião, 36, e Lucas Mendes, 24, que viajavam com a família também reclamaram. “Peguei um trecho em que tivemos que reduzir e invadir a contramão para passar. É muito preocupante”, disse Fabrício.
