Com o avanço da crise do novo coronavírus, o País já conta com cerca de 200 mil pedidos de seguro-desemprego represados, segundo estimativa divulgada ontem pelo Ministério da Economia.
São pessoas que têm direito ao benefício, mas ainda não o solicitaram.
“Nós temos menos pedidos em 2020 do que em 2019. No entanto, somando com a demanda reprimida, que é aproximadamente de 200 mil, nós podemos afirmar que teremos no acumulado 150 mil desempregados a mais do que em 2019”, disse o secretário de Previdência e Trabalho do ministério, Bruno Bianco.
“O que a gente olha é o número de requerimentos enviados pelos empregadores e a quantidade de trabalhadores que solicitam o seguro-desemprego. É uma estimativa, e essa estimativa tende a ser acompanhada e ser reduzida nas próximas semanas”, disse Luís Batista de Oliveira, assessor da Secretaria de Trabalho.
O dado oficial de março, divulgado na terça-feira (28) pelo ministério, traz aumento de 11% nos pedidos do benefício em comparação a fevereiro, para 536.845 solicitações.
Se as solicitações de seguro-desemprego represadas tivessem sido feitas, portanto, os números seriam maiores. A maioria dos pedidos eram feitos nas agências do Sistema Nacional de Emprego (Sine), que estão fechadas durante a pandemia do coronavírus.
Com o fechamento, mais de 90% dos pedidos estão sendo feitos pela internet, o que é pouco usual.
