Um estudo feito por pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) apontou que a crise do coronavírus pode levar até 12,6 milhões de brasileiros ao desemprego. Outra dado aponta que a pandemia pode fazer com que a renda dos trabalhadores reduzam em até 15%. As informações são da Folha de São Paulo.
O cenário mais pessimista, no entanto, aponta uma piora no setor de serviços, o que poderia levar a redução na massa salarial, na população ocupada e nas horas trabalhadas. A consequência disso seria a elevação da taxa de desemprego para 23,8% (cerca de 12,6 milhões de “novos desempregados”). A tendência é que, já a partir de abril deste ano, o país tenha 4,4 milhões de novos desempregados.
O alerta da pesquisa é direcionado ao Governo, caso não amplie os instrumentos de transferência de renda à população (que enfrenta sérios problemas desde o início da pandemia), e às empresas (para que estas possam manter os empregos). Até o momento, o Governo já anunciou auxílio para trabalhadores informais, ampliação do Bolsa-Família, redução proporcional de salários e jornadas e transferências do PIS/Pasep para o FGTS, além de liberação de mais um saque do FGTS e adiantamento do 13º salário para aposentados do INSS.
Ainda segundo a pesquisa, não há dados de outros países que mostrem uma recuperação rápida da economia depois que o isolamento deixar de ser no atual formato.