Mesmo sem estudos conclusivos, o Ministério da Saúde vai distribuir 3,4 milhões de unidades do medicamento cloroquina e hidroxicloroquina aos estados para uso em pacientes com quadro grave pelo novo coronavírus. Segundo o secretário de ciência e tecnologia do Ministério da Saúde, Denizar Vianna, o protocolo é experimental e será restrito a pacientes internados em hospitais.
O tratamento deve ocorrer ao longo de cinco dias e mediante supervisão médica, já que ainda não há dados robustos sobre eficácia para a Covid-19. “O que vamos propor é um protocolo específico de curto prazo para que possamos tratar pacientes hospitalizados. Sabemos que há lacuna de conhecimento, mas, para pacientes críticos, que vão para CTI, a taxa de letalidade chega a 49%. Temos que dar alternativas”, afirmou o secretário.
Vianna frisou que os estudos existentes ainda são preliminares e envolvem um análogo da cloroquina, a hidroxicloroquina, além de um baixo número de pacientes. Os resultados iniciais apontam para uma redução da carga de vírus em secreções respiratórias, mas ainda precisam ser confirmados.
Ele alertou para riscos no uso desse tipo de medicamento pela população geral. “Não usem esse medicamento fora do ambiente hospitalar. Não é seguro. Durante o uso desse medicamento, podemos ter alterações no ritmo do coração. Esse medicamento não está indicado para prevenção e para formas leves. Isso deve ser feito no ambiente hospitalar e sob prescrição médica”.
O medicamento é indicado a tratamento de doenças como malária, artrite e lúpus e tem efeitos adversos.
