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Coronavírus

Sindbares prevê 45 mil demitidos por causa de pandemia

A crise econômica em decorrência da pandemia do novo coronavírus já está impactando, sobretudo, o setor de serviços. Com a proibição de abertura de ...

Funcionários dos barzinhos ficaram sentados nas mesas esperando por clientes

Última atualização

A crise econômica em decorrência da pandemia do novo coronavírus já está impactando, sobretudo, o setor de serviços. Com a proibição de abertura de bares e o funcionamento de restaurantes restrito até as 16 horas ou mantendo serviços de entrega, a previsão é de que 45 mil empregos, metade do setor, sejam afetados.

O presidente do Sindicato dos Restaurantes, Bares e Similares do Espírito Santo (Sindbares), Rodrigo Vervloet, falou sobre a estimativa.

“Já começaram as demissões no setor, porém, ainda em ritmo lento, aguardando as medidas de auxílio econômico para bares e restaurantes que serão anunciadas na segunda-feira (23). Estamos estimando que poderá chegar a 50% o corte de empregos. Esse número não conta com os empresários que vão fechar. Então o número de desocupados vai ser muito maior.”

O sindicato trabalha, atualmente, com a estimativa de 18 mil estabelecimentos abertos no setor, que são responsáveis por 90 mil postos de trabalho em todo o Espírito Santo. São cerca de 108 mil famílias que empregam e trabalham no comércio de bares e restaurantes.

Além de restaurantes que já estão dispensando trabalhadores com a orientação do setor contábil para não quebrar, um aplicativo de entrega do Estado também já está demitindo trabalhadores.

De acordo com o presidente do Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores em Hotéis, Motéis, Cozinha Industrial, Bares, Restaurantes e Similares do Estado (Sintrahotéis), Odeildo Ribeiro, o sindicato ainda não foi notificado e nem procurado por empresas para negociações de demissões coletivas ou acordos coletivos.

“Se continuar da forma que está indo, vamos lamentar muito. Confesso que não temos o remédio para curar essas demissões, não temos como segurar. Nenhum trabalhador aguenta 30, 60, 90 dias de uma situação como essa. A situação é crítica. O efeito cascata disso é devastador, não tem como nem prever o que vai acontecer, quantas demissões”, disse.

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