
Eles reclamam ainda que não encontram estabelecimentos comerciais com informações de que recebam o pagamento do tíquete.
O supervisor de açougue Francisco Pereira, 44, chegou a ser multado devido à ausência de funcionário para receber o pagamento pelo estacionamento.
Ele contou que esperou, mas desistiu e decidiu ir procurar algum funcionário. “Enquanto isso, veio o guardinha e me multou. Não tem uma vez que venho aqui e encontro alguém para pagar o tíquete. É um absurdo. Dizem que o rotativo foi criado para melhorar, mas só piora”, desabafou Francisco.
A reportagem A Tribuna circulou pela Avenida Central e encontrou apenas dois agentes do sistema rotativo, um no começo e outro no fim da avenida. Em nenhum dos pontos comerciais percorridos havia sinalização sobre pagamento de tíquetes.
A vendedora Rayane Lemos, 38, contou que, muitas vezes, os agentes se negam a receber pagamento se o dinheiro não estiver trocado. “Um dia, um casal com bebê de colo parou em um lado da rua e começou a chamar a funcionária que estava do outro lado. Ela ignorou e continuou andando”, disse.
“Outro problema aqui é a falta de informação para os usuários. Os motoristas sempre vêm perguntar onde podem pagar. Dizem que tem o aplicativo, mas ele não funciona”, acrescentou Rayane.
Para a vendedora Aludra Tozzi, 26, faltam profissionais qualificados. “Já fui multada 15 minutos depois de pagar o rotativo. Não tive nem vontade de entrar na Justiça. O que fica é a revolta. Esperamos que as coisas melhorem”.
De acordo com o secretário de Defesa Social da Serra, major Maximiliano Werneck, há mais de 40 estabelecimentos credenciados e 14 funcionários trabalhando ao longo da avenida.
“O sistema foi criado para democratizar o acesso ao centro comercial. Caso essas situações citadas aconteçam, devem ser denunciadas na Ouvidoria”, disse.