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Política

Projeto para anular mil leis sem validade no Estado

Os deputados estaduais deverão votar, entre hoje e amanhã, projeto que pretende revogar 1.060 leis que não estão em uso no Estado.As normas são ...

Deputados durante sessão na Assembleia Legislativa. Análise de veto deve destravar a pauta de votações

Última atualização

Deputados durante sessão na Assembleia Legislativa. Análise de veto deve destravar a pauta de votações (Foto:  Tati Beling / Ales - 17/12/2019)

Os deputados estaduais deverão votar, entre hoje e amanhã, projeto que pretende revogar 1.060 leis que não estão em uso no Estado.

As normas são datadas desde 1947 até 2018 e tratam de temas diversos, como a extinção de departamentos públicos e posse de cargos políticos que, hoje, são incompatíveis com a Constituição Federal e a Constituição Estadual.

“Por exemplo, lei que fixava o número de vereadores. Era uma lei encaminhada pelo governador para a Assembleia. Mas a Constituição de 1988 passou a fixar este número”, explicou o deputado Marcelo Santos (PDT).

“Mas se você não sacar a lei anterior do arcabouço jurídico, ela continua em vigor mesmo estando em desuso”, detalhou Marcelo Santos, coordenador do projeto Revisa Ales, que tem como finalidade simplificar, organizar e garantir maior eficiência e segurança jurídica à legislação estadual.

Estudo preliminar feito pelo projeto indicou a existência de mais de 17 mil leis que estariam sem eficácia no Espírito Santo.

“Com a matéria que poderá ser votada até quarta-feira (amanhã) vamos revogar 1.060 leis que estão obsoletas. Mas, neste ano, o Revisa Ales ainda vai analisar outras 5 mil leis ordinárias”, garante.

Para o projeto ser votado ainda esta semana, os deputados terão que destravar a pauta. É que um veto do governador Renato Casagrande (PSB) continua com pedido de vistas solicitado pelo deputado Fabrício Gandini (Cidadania).

O veto é em relação a projeto da deputada Iriny Lopes (PT) que institui o pagamento de meia-entrada aos estudantes em corridas e circuitos de rua no Estado.

Com a pauta destravada, um outro projeto também deverá ser votado até amanhã, segundo o líder do governo na Casa, deputado Freitas (PSB).

A proposta prevê a diminuição e extinção de uma série de multas que chegariam a R$ 14 milhões para empresas do Estado que descumpriram obrigações acessórias – aquelas em que as empresas precisam enviar arquivos e informações para que o fisco consiga identificar que o recolhimento de imposto está correto.

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