A estudante capixaba Alexia Trancoso Carvalho Gambarini, 23 anos, está na Itália terminando o curso de Direito e relatou o drama que tem vivido com as restrições impostas pelo país em função do coronavírus. Ela está na cidade de Forlì, na região de Emília-Romanha.
Leia o relato dela abaixo:

“Saí na rua para resolver umas coisas e tinha quase ninguém mesmo, só as lojas de artigos indispensáveis como farmácias e supermercados estão abertas”.
Clientes distantes
“Poucos comerciantes mantêm os negócios abertos, alguns bares e tabacarias, mas os clientes tem que sentar distantes uns dos outros”.
Sede policial fechada
“Fui ao banco e só podia entrar um de cada vez no lugar. A Questura, que é a sede policial está fechada, eles não estão concedendo permesso para ficar na Itália nesse momento”.
Emegências
“Os bancos só funcionam para coisas emergenciais, saí para fazer um cartão de crédito e não deixaram”.
Primeira morte
“Tudo funciona em horário especial, e dentro dos locais de serviço público só entra uma pessoa por vez, bem distante umas das outras, usando máscaras e luvas. Aqui em Forlì teve a primeira morte confirmada, então parece que as pessoas tomaram dimensão da situação agora”.
Multa para quem sair de casa
“Ouvi dizer que é preciso um certificado de permissão para sair na rua, ou você pode ser multado se não tiver um bom motivo para ter saído”.