Conhecido pela venda nas ruas e praias no Rio de Janeiro, o Biscoito Globo, pela primeira vez na história, terá a fabrica fechada. Diante das medidas de isolamento social e da crise em meio à pandemia de coronavírus, a queda nas vendas levou os donos da marca a produzirem a iguaria apenas para atender demandas específicas.
A empresa já tem 67 anos de existência e não há previsão de quando volta às atividades. Normalmente, entre 5 mil e 7 mil saquinhos de biscoito são vendidos por dia nesta época do ano, chegando a dobrar a quantidade no verão.

A história do Biscoito Globo no Rio iniciou em 1953, com o pai de Marcelo, Milton, como um dos fundadores da marca. A popularidade do biscoito, vendido tanto em versão doce quanto em versão salgada, o elevou a patrimônio cultural e imaterial da capital fluminense em 2012.
Segundo Ponce, entre 5 mil e 7 mil saquinhos costumam ser vendidos nesta época do ano – 60% das vendas são em embalagens de papel, as mais tradicionais, comercializadas por ambulantes nas praias.
Ao jornal, ele declarou que os funcionários estão todos em férias coletivas e que ainda não tem previsão de quando voltará a produzir o biscoito.
“Já esgotamos as nossas reservas e agora vamos buscar manter a empresa para continuar pagando os funcionários”, disse Ponce.